A Ares é o fundo credor da Eagle e, com isso, passa a assumir o comando da holding. A decisão não afeta a gestão de John Textor no Botafogo, uma vez que o empresário possui uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro, concedida em outubro do ano passado, que lhe garante a direção da SAF do Glorioso. A decisão, no entanto, poderá acarretar novos capítulos nos tribunais.
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O portal ge traz a informação de que a Ares, além de não concordar com as mudanças propostas por Textor, também não aprovou os moldes do aporte anunciado pelo empresário para aliviar o momento financeiro calamitoso atravessado pelo Botafogo, que está impedido de registrar jogadores devido a um transfer ban aplicado pela FIFA.
Foi por meio da Ares que John Textor obteve o empréstimo de US$ 450 milhões para efetuar a compra do Lyon. O norte-americano, todavia, não realizou o pagamento dos valores até a presente data.
Este não é o primeiro movimento da Ares em relação a John Textor. O fundo credor já havia retirado o norte-americano da direção do Lyon.
Desta vez, o jornal O Globo detalha que Textor tentava retomar o controle da Eagle. Para isso, o empresário buscava destituir a atual diretoria. A estratégia incluiu o desligamento de executivos, o que lhe permitiria participar sozinho da votação que poderia viabilizar sua reintegração ao comando da holding.
Mas o tiro acabou saindo pela culatra. Além de ser afastado, a Ares definiu pela reintegração de Stephen Welch e Hemen Tseayo. Textor já acionou seus advogados na tentativa de reverter a decisão do fundo credor. O empresário estará na estreia do Botafogo no Brasileirão, nesta quinta-feira (29), contra o Cruzeiro, às 21h30, no Nilton Santos.
