Hexacampeão da Libertadores, o Corinthians fez história ao ser o primeiro time sul-americano em Mundiais de Clubes Feminino e mostrou que dá sim para igualar um jogo contra o melhor time da Europa. A diferença de ritmo se mostrou fundamental, pois as Brabas estão apenas no 2º jogo da temporada e o Arsenal está no meio do seu calendário.
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De volta ao Brasil, o Corinthians jogará a Supercopa do Brasil, contra o Palmeiras, no próximo sábado (7). Ainda em fevereiro, no dia 15, tem também a estreia no Brasileirão, diante do Atlético-MG.
O Arsenal se torna o primeiro time campeão mundial feminino e completa o caminho iniciado com o título da Champions League em maio passado. A equipe londrina não vem fazendo uma grande temporada e está apenas em 4º na Women's Super League (Campeonato Inglês). A esperança de conquista está novamente na Champions e na FA Cup.

120 minutos de drama
A primeira final de Mundial de Clubes Feminino entregou toda a tensão esperada para a ocasião. Em casa, o Arsenal começou o jogo tomando a iniciativa e o Corinthians baseava sua estratégia nos contra-ataques. Não demorou para que as inglesas saíssem na frente com Olivia Smith, aproveitando pressão inicial. Porém, a resposta das Brabas foi imediata e Gabi Zanotti igualou.
O Corinthians segurou o Arsenal até o fim do primeiro tempo, mas não resistiu a uma blitz no começo da etapa final. Wubben-Moy ganhou pelo alto e testou firme para recolocar as inglesas à frente. A vantagem das mandantes permaneceu até os acréscimos. Foi aí que Robredo acabou derrubada na área e o pênalti marcado. Vic Albuquerque cobrou e forçou a prorrogação.

A empolgação pelo empate no fim fez o Corinthians iniciar o tempo extra em cima. Mas, sem aproveitar as chances, logo o aspecto físico pesou e o Arsenal tomou conta do jogo. Pouco depois, as campeãs europeias aproveitaram falha defensiva das brasileiras e garantiram a vitória com Caitlin Foord.
