O Benfica chegou aos últimos segundos no Estádio da Luz eliminado da Champions League porque havia marcado dois gols a menos do que o Olympique de Marselha. Poderia ultrapassá-lo no saldo de gols se ampliasse a sua vitória por 3 a 2. No último lance da partida, o goleiro Trubin foi à área merengue e completou de cabeça a cobrança de falta de Fredrik Aursnes.
Confira a classificação completa da Champions League
O Real Madrid, correndo atrás do placar desde o fim do primeiro tempo, havia sido jogado para a nona posição pelo Sporting, que fez 3 a 2 sobre o Athletic Bilbao aos 49 minutos da etapa final, e também precisava de um gol para evitar os playoffs, mas estava com dificuldades para furar o ferrolho de José Mourinho mesmo antes de ter dois jogadores expulsos.
Os merengues voltam a campo no próximo domingo (1°), pelo Campeonato Espanhol, contra o Rayo Vallecano no Santiago Bernabéu. O Benfica visitará o Tondela, pelo Português, no mesmo dia.
Prêmio para o Benfica
O Benfica entrou em campo com uma estratégia clara: fechar os espaços do Real Madrid, roubar a bola e atacar com velocidade pelos lados.
Ter um plano é apenas a primeira parte. O difícil é colocá-lo em prática, e o cruel para o Benfica foi ter conseguido fazê-lo com eficiência e, mesmo assim, estava chegando ao intervalo apenas empatando.
Um dos culpados, como costuma acontecer quando o Real Madrid está em apuros, foi o goleiro Thibaut Courtois, que realizou uma defesa maravilhosa para espalmar uma batida de Gianluca Prestianni que procurava o ângulo.
Federico Valverde também ganha flores por ter tirado uma bola quase em cima da linha. Por outro lado, Fredrik Aurnes e Leandro Barreiro finalizaram muito mal em duas oportunidades claríssimas que tiveram.
O placar acabou sendo aberto por Kylian Mbappé, que apareceu na segunda trave para completar cruzamento de Raúl Asencio. O zagueiro espanhol dos merengues foi de herói a vilão ao escorregar na hora de tentar desarmar Pavlidis em um contra-ataque, antes do cruzamento para a cabeçada de Schjelderup entre as pernas de Courtois.
Quando tudo caminhava para um empate ao intervalo, o Benfica foi premiado pela sua postura agressiva e corajosa quando Tchouaméni derrubou Otamendi dentro da área em uma cobrança de escanteio. Pavlidis cobrou muito bem e colocou o Benfica à frente no último ato do primeiro tempo.

O artilheiro Mbappé
O Benfica achou que tinha matado a partida quando Schjelderup ampliou para 3 a 1 aos nove minutos do segundo tempo, mas, infelizmente para ele, o Real Madrid tem o artilheiro da Champions League.
Mbappé completou de primeira o cruzamento de Arda Güler e descontou pouco depois do terceiro gol do Benfica, abrindo a porta para uma reação dos visitantes, que não conseguiram aproveitar.
Os últimos 10 minutos do tempo regulamentar foram nervosos. O Real estava com a sua vaga entre os oito primeiros ameaçada, enquanto o Benfica precisava de mais um gol para se classificar aos playoffs.
Os portugueses chegaram mais perto, mas, novamente, o herói merengue foi Courtois, que defendeu uma tentativa à queima-roupa de Leandro Barreiro.

Acréscimos eletrizantes
A partida chegou morna aos acréscimos. O Real Madrid nunca conseguiu sufocar o adversário, e o Benfica não parecia um time ciente de que precisava de um gol para evitar a eliminação.
O panorama começou a mudar com a expulsão de Asencio por matar um contra-ataque aos 47. Logo depois, o brasileiro Rodrygo conseguiu levar dois cartões amarelos em dois minutos e deixou o Real com nove em campo.
No último lance da partida, o Benfica teve a oportunidade de jogar a bola para a área do Real Madrid. Aursnes cobrou para a entrada da pequena área, onde o goleiro Trubin subiu mais alto do que todo mundo e marcou um gol milagroso que classificou os Encarnados.
