Garro e Arrascaeta: os corações do meio-campo na Supercopa Rei

Quem sairá com o título da Supercopa Rei?
Quem sairá com o título da Supercopa Rei?Rodrigo Coca / Agência Corinthians e Adriano Fontes/Flamengo

Arrascaeta e Garro chegam à final da Supercopa do Brasil como os principais organizadores de Flamengo e Corinthians. Em boa fase técnica e estatística, concentram o jogo ofensivo de suas equipes, ditam o ritmo no meio-campo e são decisivos tanto na criação quanto na finalização.

Se na bateria de uma escola de samba são os surdos os donos do ritmo, na Supercopa Rei, em condições normais de temperatura e pressão, Arrascaeta e Garro terão que assumir o protagonismo no momento de colocar seus companheiros na cara do gol. Ou eles mesmo empurrarem a bola para as redes, como ocorreu ao longo de temporadas passadas.

Acompanhe a Supercopa com narração ao vivo no Flashscore

Ambos, o camisa 10 do Flamengo com 31 anos e o número 8 do Corinthians com 28, estão no auge de suas carreiras, por mais que Garro ainda precise mostrar se o seu joelho está bom. E não é figura de linguagem. Os números ratificam essa afirmação, apesar de o calendário implacável do Brasil sempre deixá-los fora de jogos por problemas médicos. 

Na temporada de 2025, apenas na Série A, foram 33 jogos do uruguaio no Fla, 18 gols e 14 assistências. Um recorde na carreira do jogador, desde os tempos do Defensor de Montevidéu. E, em 2026, ele ainda deverá vestir a camiseta celeste na Copa do Mundo. 

Melhores temporadas de Arrascaeta
Melhores temporadas de ArrascaetaFlashscore

O mesmo enredo pode ser contado sobre Garro, mas em 2024. Foram 36 jogos no Brasileirão pelo Timão, com 10 gols e 10 assistências. Nada parecido aos tempos do Talleres antes da transferência para o Brasil. Por causa das contusões, Garro caiu de produção em 2025. Jogou 19 vezes na Série A. Não marcou, mas deu 3 assistências.

Melhores temporadas de Rodrigo Garro
Melhores temporadas de Rodrigo GarroFlashscore

Buscando jogo

Em 2026, até agora, ambos atuaram pela primeira rodada do Brasileiro. Garro foi quem jogou mais. Atuou por 63 minutos na derrota do Corinthians para o Bahia na Vila Belmiro – primeira vez na história que o atual campeão da Copa do Brasil atuou como mandante em um jogo profissional no templo eternizado por Pelé. 

A assistência para o gol de Breno Bidon saiu dos pés do argentino. Jogando principalmente no início do campo de ataque, atrás da dupla Memphis e Yuri Alberto, além de ter o garoto Bidon ao lado, a bola sempre passou pelos pés do argentino.

No MorumBis, contra um combalido São Paulo, o Flamengo saiu na frente e, mesmo com as entradas de Arrascaeta e Jorginho, tomou a virada. O que não significa que o camisa 10 não tenha participado do jogo, principalmente atuando mais pelo lado esquerdo do ataque da equipe de Filipe Luís. 

Ao contrário de Garro, pelo menos nesta primeira rodada do campeonato nacional, o meia uruguaio ainda entrou bastante na área, quase, inclusive, fazendo o gol de empate no último lance da partida. 

Arrascaeta e Garro no campo
Arrascaeta e Garro no campoFlashscore

Armas defensivas

Neutralizar as tacadas de sinuca de Arrascaeta e Garro é o mínimo para arrefecer os ímpetos ofensivos de Flamengo e Corinthians. Mas no caso da Supercopa, os detalhes do jogo único vão muito além disso. Passam inclusive pelo treinamento de atacantes e goleiros para uma eventual disputa de penais.

O Corinthians, além de um meio-campo reforçado (como foi o caso na primeira partida das semifinais da Copa do Brasil contra o Cruzeiro no Mineirão, quando Dorival e cia venceram por 1 a 0), as laterais serão decisivas, tanto para bloquear o Flamengo quanto para chegar à área oposta. O Flamengo também gosta de campo livre quando BH está no jogo.

O nível técnico do Flamengo fala por si só. A questão é saber se a parte física e mental já estará afiada para o primeiro troféu em jogo da temporada. 

Seja contra o São Paulo, no MorumBis, ou na derrota para o Fluminense por 2 a 1 no Carioca, erros técnicos individuais, além da ausência de pressão sobre a bola, acabaram sendo decisivos. Nas partidas contra os dois tricolores, faltou ainda inspiração para bloquear o sistema defensivo do adversário.