Sob o comando do presidente Xi Jinping, o gigante asiático iniciou uma ofensiva anticorrupção que, nos últimos anos, expôs a situação precária do futebol profissional no país. Vários dirigentes da ACF já foram destituídos e dezenas de jogadores receberam punições por envolvimento em manipulação de partidas e apostas.
O comunicado desta quinta-feira não detalhou quando ocorreram as manipulações dos eventos esportivos nem como foram realizadas.
As punições foram aplicadas após uma "revisão sistemática" e foram consideradas necessárias "para garantir a disciplina no setor, limpar o ambiente do futebol e manter a competição justa", acrescentou a Associação em suas redes sociais.
Li, ex-jogador do Everton e Sheffield United, comandou a seleção chinesa de 2019 a 2021 e já cumpre pena de 20 anos de prisão por suborno, após ser condenado em 2024.

Punições muito severas
Agora, o ex-técnico está banido para sempre de qualquer atividade ligada ao futebol, junto com outras 72 pessoas, anunciou a ACF. Entre os punidos, está Chen Xuyuan, ex-presidente da ACF, que já cumpre prisão perpétua por receber propinas no valor de 11 milhões de dólares (R$ 57,1 milhões).
Ao mesmo tempo, dos 16 clubes que disputaram a temporada 2025 da principal Superliga Chinesa (CSL), 11 perderão pontos e serão multados.
Tianjin Jinmen Tiger e o vice-campeão da última temporada, o Shanghai Shenhua, enfrentam punições ainda mais duras, com perda de 10 pontos e multa de um milhão de yuans (R$ 746,8 mil) quando a temporada 2026 começar, em março.
O Shanghai Port, campeão das três últimas temporadas, terá uma redução de cinco pontos e multa de 400 mil yuans (R$ 298,7 mil), mesma punição aplicada ao Beijing Guoan.
