Gauff foi flagrada destruindo sua raquete depois da derrota nas quartas de final para Elina Svitolina, na terça, mesmo após procurar um local mais escondido para descontar sua frustração.
"A questão é: somos tenistas ou somos animais em um zoológico, onde somos observados até quando fazemos cocô? Ok, isso foi um exagero, obviamente, mas seria bom ter um pouco de privacidade", disparou Swiatek, depois de sua derrota para Elena Rybakina.
Para a polonesa, o limite entre o entretenimento e o respeito ao atleta foi ultrapassado.
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A tenista também mencionou um episódio recente em que foi gravada sendo barrada em uma área do torneio por estar sem credencial — vídeo que viralizou como meme. "Nosso trabalho é ser assistida na quadra e na coletiva. Não é nosso trabalho virar meme porque esquecemos uma credencial", pontuou.
Privacidade só no banheiro e vestiário
Jessica Pegula, que avançou às semifinais, também se solidarizou com Gauff, classificando a situação como "loucura" e uma clara invasão de privacidade.
Segundo Pegula, o assédio visual chegou ao ponto de pessoas na internet darem zoom nas telas dos celulares dos atletas durante os intervalos.
“Você está sob um microscópio o dia inteiro. O único lugar onde você não é filmado é no vestiário ou no banheiro. Coco não estava errada. É uma invasão de privacidade, é muito intrusivo", disse a estadunidense.
A frustração de Coco
A polêmica começou quando a terceira cabeça de chave, Coco Gauff, foi flagrada por câmeras de segurança destruindo sua raquete nos corredores internos do estádio após sua derrota. Gauff explicou que evitou fazer isso em quadra para não dar um mau exemplo às crianças, buscando um local que acreditava ser privado.
"Tentei ir a um lugar onde não transmitissem, mas obviamente transmitiram. Sinto que, neste torneio, o único lugar privado que temos é o vestiário", lamentou a americana, que se descreveu como uma "pessoa real com sentimentos reais".
