“A beleza dos Grand Slams é jogar em melhor de cinco sets. Se tirarmos isso e jogarmos em melhor de três sets, estaremos matando o legado dos Grand Slams e matando os Grand Slams”, disse Alcaraz antes de sua estreia no ATP 500 de Tóqui contra Alex Michelsen.
“Jogamos em melhor de cinco sets nos Grand Slams desde o início, e acho que é isso que torna esses torneios diferentes e especiais. Eu não mexeria em nada disso e, para mim, está tudo bem jogar em melhor de cinco.”
O debate crescente sobre a carga de jogos dos atletas, as partidas terminando tarde e as exigências do calendário ganhou força no US Open no mês passado, depois que Ben Shelton encerrou a defesa do título de Alcaraz em uma partida de quartas de final que terminou às 3h33 da madrugada.
Confira a tabela completa do ATP 500 de Tóquio
Novak Djokovic já havia proposto partidas em melhor de três sets nas rodadas iniciais dos Grand Slams, enquanto o novo chefe da Tennis Australia, Andrew Abdo, afirmou no mês passado que o formato de 5 sets estava com os dias contados.
Após as críticas, o Australian Open respondeu que o formato tradicional “veio para ficar”, e mais informações seriam divulgadas antes do torneio de 2027.
Em vez de alterar os formatos dos Grand Slams, Alcaraz afirmou que o tênis deveria se concentrar mais em reduzir as exigências do calendário de 11 meses.
“Jogar um pouco menos e não ter essa quantidade de torneios em sequência, semana após semana. Então, com certeza, eu mudaria isso”, disse o atual número 3 do mundo.
Nas oitavas de final em Tóquio, Carlos Alcaraz enfrenta o italiano Matteo Arnaldi.
