Yago, um dos grandes destaques do país, já era dado como ausência certa nos jogos em Belo Horizonte, mesmo após a convocação de Aleksandar Petrović.
Confira a tabela das Eliminatórias no Flashscore
No entanto, o "Monstrinho", armador do Estrela Vermelha, conseguiu uma liberação de última hora — apenas um dia antes do jogo contra a Venezuela. Sem hesitar, encarou uma maratona de voos da Sérvia até a capital mineira — uma viagem de cerca de 10 mil km — para atuar e retornar à Europa logo no dia seguinte. Para ele, o sacrifício não é um fardo: se fosse preciso, faria tudo de novo.
"A viagem foi a parte mais difícil; acabei sendo liberado de última hora. Lá já era meia-noite, meia-noite e meia, e eu estava correndo atrás de passagem para vir para cá (Brasil), conseguir chegar de manhã e poder jogar. Mas, sem dúvida nenhuma, valeu o esforço", disse Yago ao Flashscore.
"Estar no Brasil é sempre especial, me ajuda muito na continuidade da temporada e, se tivesse que fazer tudo de novo, eu faria. Já volto para a Sérvia neste sábado de manhã, mas foi incrível estar aqui", prosseguiu.

"Eu vivo muito isso no meu dia a dia na Sérvia, mas o Brasil é diferente. Eu amo estar aqui, amo jogar pela Seleção. Não importa se um dia eu estiver na China ou em qualquer outro lugar do mundo: se tiver que viajar dois dias para jogar pelo Brasil e voltar no dia seguinte, eu farei. Onde estou e onde quero chegar passa muito pela Seleção, e estar aqui é sempre especial", concluiu o armador.
Na vitória sobre a Venezuela por 94 a 84 nesta sexta-feira (27), em Belo Horizonte, Yago anotou sete pontos, quatro rebotes e quatro assistências em quase 20 minutos de jogo.
O armador atravessa atualmente um momento de transição no Estrela Vermelha. Diferentemente da temporada passada, quando foi protagonista e MVP das finais da Liga Adriática, o armador brasileiro perdeu espaço em 2025/26, tendo sua minutagem reduzida para médias que variam de 12 a 15 minutos, quase sempre saindo do banco.

Veja como foi Brasil 94 x 84 Venezuela
Yago vem buscando se encaixar em uma rotação mais rígida, mas ainda é visto como uma peça de impacto, muito por conta de sua energia em quadra. Sua liberação "relâmpago" e a disposição de encarar uma maratona aérea para defender a Seleção Brasileira tornam-se ainda mais simbólicas de seu comprometimento.
