Com a possibilidade de garantir vaga antecipada na segunda fase do torneio qualificatório para o Mundial, o Brasil volta a jogar na próxima segunda-feira (2), contra a Colômbia, às 19h, novamente em Belo Horizonte.
Confira a tabela das Eliminatórias para a Copa do Mundo de basquete
A vitória manteve os 100% de aproveitamento da Seleção, que lidera o Grupo C das Eliminatórias. Além de Venezuela e Colômbia, a chave ainda conta com o Chile.
Os venezuelanos conheceram a segunda derrota na competição — perderam anteriormente para a Colômbia por 80 a 78.
Apesar de desfalques importantes, como Bruno Caboclo e Gui Santos, esse último em grande fase no Golden State Warriors, da NBA, a Seleção Brasileira não decepcionou o público de Belo Horizonte, que lotou as dependências da Arena UniBH para uma bonita festa.
O cestinha da partida foi Léo Meindl com 25 pontos. Pelo lado venezuelano, Mijares foi o líder em pontuação, com 20. Na sua volta ao Brasil, Rafa Luz distribuiu 10 assistências e marcou quatro pontos.
Veja como foi Brasil x Venezuela
Correndo quadra
O Brasil começou a partida em ritmo alucinante, sendo eficiente no ataque e aproveitando os sucessivos erros de finalização dos venezuelanos. Não foi difícil para o time comandado por Aleksandar Petrović abrir a maior sequência de pontos da partida: 11 a 0.
O retorno de Rafa Luz à Seleção trouxe um equilíbrio interessante entre a experiência do veterano armador — ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 e prata na Copa América de 2011 — e a juventude de peças como o pivô Wini Silva, atleta da casa, formado na base do Minas Tênis Clube e ovacionado pelo público.

Yago dá sua parcela de contribuição
Ainda no primeiro período, o armador Yago, eleito o melhor jogador do basquete brasileiro no último ano, foi acionado por Petrović. O atleta foi a "presença surpresa" nesta janela das Eliminatórias em Belo Horizonte, após conseguir uma liberação de última hora do Estrela Vermelha, da Sérvia, para se juntar ao grupo apenas para o jogo desta sexta-feira (27).
Controle, susto e liderança no placar
O Brasil fechou o primeiro quarto com tranquilidade, vencendo por 28 a 17. No entanto, o segundo período foi bem mais tenso, com a Venezuela reduzindo a diferença perigosamente através de bolas de três pontos. O armador Edwin Mijares liderou o fundamento, com um aproveitamento impecável no perímetro: quatro convertidas em quatro tentativas (100% de precisão).

A vantagem de 11 pontos construída inicialmente caiu para apenas quatro durante o segundo quarto, obrigando Petrović a pedir tempo para que o time se reencontrasse. A Venezuela chegou a liderar a parcial por 18 a 14, mas o Brasil soube aproveitar os novos erros do adversário para afastar o perigo. No fim, a Seleção venceu o quarto por 25 a 21, indo para o intervalo com uma vitória parcial de 53 a 38. Léo Meindl saiu de quadra como o principal destaque brasileiro, com 18 pontos.

Confirmando a vitória
O terceiro quarto voltou a ser bastante equilibrado em Belo Horizonte, terminando com as seleções empatadas em 19 a 19. No entanto, a vantagem construída pelo Brasil anteriormente foi fundamental para manter o controle do confronto. Léo Meindl seguiu como a principal arma ofensiva, anotando sete pontos na parcial e consolidando-se como o cestinha da partida.
No último e decisivo período, os venezuelanos voltaram a oferecer resistência, especialmente com uma defesa mais agressiva, mas o desempenho irregular no primeiro tempo impediu uma reação da equipe adversária. Mesmo com alguns erros no ataque e a derrota na parcial por 27 a 22, o Brasil soube se reencontrar em quadra e selou o triunfo.

