"Estou nesse esporte há 50 anos. Muito poucas vezes vi algo parecido. Falo do irmão menor do Gui Santos, é algo impressionante. O mais difícil é estar com a cabeça limpa. Uma coisa que posso falar, como eu falei que o Gui Santos iria jogar na NBA, é que este (Edu) será ainda melhor que o seu irmão", cravou Petrović.
Confira a tabela da NBA no Flashscore
Pés no chão e motivação
Em entrevista ao Flashscore, Edu Santos não escondeu o entusiasmo com as palavras do técnico da Seleção. No entanto, mesmo cercado por pedidos de autógrafos e fotos na Arena UniBH, em Belo Horizonte, o jovem mantém os pés no chão e reconhece que o caminho apenas começou.

"Eu pego isso muito como incentivo para trabalhar mais e poder conquistar tudo o que desejo e sonho. É um elogio que me motiva a estar sempre melhorando", afirmou o atleta.

O maior espelho para Edu está dentro de casa. Seu irmão, Gui Santos, precisou de resiliência para se firmar em uma equipe tão midiática quanto o Golden State Warriors, ao lado de estrelas como Stephen Curry e Draymond Green.

O sucesso de Gui na NBA
O esforço de Gui tem sido recompensado. O ala vive sua melhor temporada na liga norte-americana, com médias de 6,7 pontos, 3,4 rebotes e 1,7 assistência em 16,6 minutos por jogo — marca superior aos 13,8 da carreira.

Em 12 das últimas 14 partidas, Gui anotou dígitos duplos em pontuação, sua melhor sequência na NBA. O desempenho rendeu uma extensão contratual de três anos no valor de 15 milhões de dólares (cerca de R$ 80 milhões).
"A gente fica muito feliz, porque a gente está ali acompanhando tudo por trás, nos bastidores. Sabemos como ele fica quando não tem oportunidades e sabemos também como ele fica quando tem as chances. Eu fico muito contente de vê-lo trabalhando todo dia e conquistando tudo que ele sempre sonhou", celebrou Edu Santos.
O caçula já foi o terror do irmão mais velho — e quer voltar a ser
No um contra um, tradicional do basquete, o garoto de 16 anos confessou que o irmão vem levando certa vantagem nas disputas da família.
"Hoje em dia, não vou mentir, ele ganha mais um pouquinho, porque ele é mais forte. Ainda estou fraco, preciso pegar uma massa. Mas, daqui a pouquinho, um ano e meio, quem sabe, ele não me pega mais", brincou Edu.

Mas nem sempre foi assim, salienta o ala-pivô, que trocou a base do Corinthians para poder receber suas primeiras chances como profissional no Pinheiros.
"Quando a gente era menor, nossa, ele apanhava. Era baixinho, fraquinho, mas agora ele já está começando a dar mais jogo", contou ao Flashscore.

Sonho compartilhado
Apesar da disputa saudável, o grande objetivo de Edu é trilhar um caminho paralelo ao de Gui e, quem sabe, validar a profecia de Petrović sobre o seu futuro.
"Meu sonho é chegar na NBA e trabalho todos os dias para isso. Mas entendo que preciso dar um passo de cada vez: primeiro quero ganhar mais espaço no NBB e estrear pela Seleção Brasileira adulta. Poder jogar ao lado do meu irmão no Brasil é o meu maior sonho", projetou o jovem talento.

A ascensão de Edu Santos tem sido meteórica. Após se destacar nas categorias de base do Corinthians, onde chamou a atenção pelo porte físico e mobilidade, o ala-pivô tomou a decisão estratégica de se transferir para o Pinheiros, clube referência na formação de talentos no Brasil.
No clube paulista, Edu começou a transição para o profissional, integrando o elenco que disputa o NBB e a LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete). Essa vitrine, somada ao desempenho dominante nos torneios juvenis, foi o que carimbou seu passaporte para os treinos com a Seleção principal sob o comando de Petrović, consolidando-o como o projeto mais valioso da nova geração brasileira.

