O atleta baiano, radicado no interior paulista, já foi porta-bandeira do país em outras duas ocasiões. Anteriormente, ele foi escolhido nas carimônias de Abertura de Pyeongchang 2018 e de Pequim 2022, essa última ao lado de Jaqueline Mourão.
"Foi uma surpresa muito grande. Recebi com muita felicidade. Mostra pra mim o quanto valeu a pena toda minha dedicação ao longo do tempo. São 26 anos trabalhando em prol do bobsled e das modalidades de inverno. Então, para mim foi muito gratificante", declarou.
"Recebi a notícia num lugar especial, com pessoas especiais. Com o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (Marco La Porta), que anunciou que eu ia ser o porta-bandeira. Me deixou muito emocionado", prosseguiu Bindilatti.
"É o encerramento da minha carreira olímpica. É o fim da minha jornada como atleta olímpico. Mas ainda quero continuar mais este ano aqui para fazer a transição de uma forma ideal para o Gustavo Ferreira, com os outros atletas que estão vindo ali na pilotagem. Para que seja uma boa transição e permita nos mantermos no alto rendimento, acho que isso é o mais importante", concluiu o piloto brasileiro.
Edson Bindilatti concedeu uma entrevista exclusiva ao Flashscore onde contou sobre seu início na modalide, a expectativa para os Jogos Olímpicos de Inverno deste ano, as dificuldades da modalidade e a decisão de deixar a aposentadoria para a última jornada como piloto do 2-man e do 4-man. O bobsled brasileiro voltará para a competição 4-man no sábado (21) e domingo (22) a partir das 6h.
Quem é?
- Edson Luques Bindilatti
- Nascimento: Camamu, Bahia
- 46 anos
- 6 Jogos Olímpicos de Inverno
- 20º lugar - Pequim 2022: melhor colocação em Jogos Olímpicos de Inverno
- 3 vezes porta-bandeira do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno, incluindo a deste ano
- Tricampeão da Copa América de Bobsled
- 8 participações em etapas de Copa do Mundo
- 2 participações em Campeonatos Mundiais
- 38 medalhas conquistadas das 45 obtidas pelo Brasil no Bobsled
- 3º lugar no Campeonato Mundial de Push 2016
