O clima tenso entre torcedores rivais, que já foi apresentado antes do jogo, apareceu durante o Bra-Pel 370. Aos 29 minutos do 1° tempo, o árbitro Rafael Klein paralisou a partida após bombas serem arremessadas no gramado, iniciando contato com o delegado da partida e representante da Brigada Militar.
Os artefatos foram direcionados ao goleiro do Brasil, forçando paralisação do jogo por 13 minutos. A situação voltou a acontecer nos acréscimos. A vítima, neste segundo incidente, foi o lateral Genílson, do Brasil. Uma briga entre os jogadores se seguiu, antes da etapa inicial ser encerrada.
O 2° tempo nem aconteceu, com o árbitro encerrando o jogo, alegando falta de segurança, com a Justiça devendo entrar em ação para definir o resultado final. O Pelotas, mandante do jogo e 10° colocado, uma posição à frente do rival, emitiu nota para lamentar o ocorrido.
"O Esporte Clube Pelotas informa que o clássico Bra-Pel deste sábado foi suspenso por tempo indeterminado por questões de segurança. A definição deu-se em conjunto pela arbitragem e Brigada Militar. O Pelotas repudia veementemente o arremesso de rojões e outros objetos no gramado por parte de alguns poucos torcedores, que não representam, de forma alguma, a totalidade da nossa torcida e dos nossos 117 anos de história. O clube salienta que está fazendo o possível para identificar os responsáveis pelos arremessos dos objetos ao campo, mediante imagens das câmeras de segurança instaladas no estádio", publicou.
A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) informou que "está aguardando os documentos oficiais da partida, suspensa pela arbitragem, por questões de segurança. A partir do recebimento e da análise da documentação, os procedimentos serão comunicados pelos canais oficiais da FGF".
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