Enquanto Duda fazia sua descida, o cão — batizado Nazgûl em homenagem aos personagens de O Senhor dos Anéis — cruzou a linha de chegada momentos antes da atleta.
O sensor eletrônico não diferenciou o animal da esquiadora e registrou o tempo de Nazgûl como se fosse o de Duda.
Inicialmente, o sistema marcou o 12º melhor tempo para o Brasil, o que colocaria a dupla brasileira em uma posição histórica.
Após análise das imagens, a organização identificou o erro causado pelo cão-atleta. Na realidade, Duda completou os 1,5 km em 3min55s66, terminando na 24ª posição individual.
Mesmo com a interferência canina, o saldo para o Brasil foi positivo. Na segunda rodada, Bruna Moura baixou sua marca para 3min41s60.
Na soma dos tempos, a dupla Bruna e Duda terminou na 21ª colocação geral. Embora não tenha sido suficiente para avançar à final (onde apenas as 15 melhores duplas se classificaram), o resultado estabeleceu o novo recorde brasileiro em provas por equipes na modalidade.
A organização confirmou que Nazgûl mora nas redondezas da pista, mas não faz parte da equipe olímpica italiana.
