Representantes da equipe compareceram à homenagem organizada por autoridades locais em memória das 71 pessoas que morreram no acidente na noite de 28 de novembro de 2016. Entre os presentes estava um dos seis sobreviventes, o ex-zagueiro Neto. Aos 41 anos, ele retornou pela terceira vez ao local onde quase perdeu a vida.
Ali foi instalado um mural com as fotografias das vítimas e a inscrição "Campeões do céu". O clube vai inaugurar um monumento com os nomes dos que faleceram gravados. Nas imediações, ainda é possível ver pedaços da fuselagem do avião.
Em plena luta para permanecer na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, a Chapecoense chegou a Medellín para disputar um amistoso contra o Atlético Nacional no sábado (26), no estádio Atanasio Girardot, marcando os 10 anos da tragédia.
O acidente ocorreu no monte Cerro Gordo, em La Unión, quando a equipe brasileira se preparava para pousar perto de Medellín para disputar o jogo de ida da final da Copa Sul-Americana contra o Nacional. Mas o avião ficou sem combustível e se chocou contra a montanha.
"Os gritos das pessoas pedindo socorro" são "lamentos que a gente ainda ouve como se estivessem vivos", disse à AFP o camponês Miguel Ramírez, do município de La Unión.
Ramírez foi o primeiro a chegar ao local do acidente e a socorrer as vítimas junto com seu filho Johan, que mais tarde ficou conhecido como o "Menino-Anjo da Chapecoense" por ajudar a retirar as vítimas graças ao seu conhecimento da região, que era montanhosa e lamacenta.
Após a tragédia, a Chapecoense foi declarada campeã da Copa Sul-Americana pela Conmebol, a pedido do Atlético Nacional. As duas equipes se reencontraram cinco meses depois para disputar a Recopa Sul-Americana de 2017, conquistada pelo clube colombiano.
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