A acusação acontece após uma denúncia criminal apresentada pela Receita Federal do país, que acusa a AFA e seus dirigentes de não terem pago impostos e contribuições sociais, causando um prejuízo total estimado em 19 bilhões de pesos (cerca de R$ 71,3 bilhões).
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Além de Tapia, outros quatro dirigentes da AFA também foram acusados, assim como a própria federação argentina, que está sendo processada como pessoa jurídica. Os cinco compareceram no último dia 12 de março diante do juiz responsável pelo caso.
A AFA nega as acusações e afirma que o processo é uma manobra do presidente argentino Javier Milei para pressionar o futebol argentino. O presidente ultraliberal quer que os clubes de futebol argentinos, que hoje funcionam como associações sem fins lucrativos, se transformem em sociedades anônimas esportivas.
Essa reforma foi rejeitada pelos clubes e não é compatível com o estatuto da AFA. Como forma de protesto contra o projeto do governo, os clubes fizeram greve na 9ª rodada do campeonato da primeira divisão, que estava marcada para o início do mês.
Além disso, a Federação Argentina está sendo investigada desde 2017 em outro processo por suposta lavagem de dinheiro.
