No fim, o intervalo de 15 minutos transformou-se em um tempo total de 27 minutos de paralisação, algo também inédito no futebol.
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Sob o comando criativo e a produção de Chris Martin (vocalista do Coldplay), o evento uniu continentes, mas foi a mística do futebol e da música brasileira que roubou a cena.
O auge do "Bruxo" e o Fenômeno na abertura
O relógio marcava exatamente 16h (horário local) quando os holofotes se acenderam para o momento mais aguardado do dia. E a abertura não poderia ter sido mais impactante: a Rainha do Pop, Madonna, surgiu com uma energia avassaladora. Mas o que realmente parou o estádio — e explodiu as redes sociais — foi a sua escolta de honra. Madonna entrou ladeada por ninguém menos que Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, que dirigiam o carro cenográfico da artista.
Vestindo seu clássico sorriso e transbordando o carisma que o transformou em um meme vivo global, Ronaldinho Gaúcho elevou o conceito de "rolê aleatório" ao topo do planeta. Depois de tocar percussão no encerramento da Copa de 2018 e aparecer nos lugares mais inesperados do mundo nos últimos anos, o "Bruxo" agora adiciona "coestrelar um show com a Madonna na final de uma Copa" ao seu vasto e inexplicável currículo de aparições.

Ao lado de um elegante Ronaldo Fenômeno, a dupla representou a realeza do futebol brasileiro em um momento já icônico para a história dos Mundiais.
A benção do Rei e a transição do Coldplay
Após a apoteose inicial, o espetáculo entregou um momento emocionante e de sensibilidade artística. O telão do estádio exibiu um vídeo antigo e histórico de Pelé, da época em que o Rei do Futebol jogava pelo New York Cosmos, nos Estados Unidos. No clipe, com seu eterno sorriso, Pelé pronunciava a emblemática palavra "Love", um eco de seu famoso discurso de despedida dos gramados.
A voz do Rei serviu como a ponte perfeita e emocionante para a transição do ato seguinte: a entrada do Coldplay. Sob a batuta de Chris Martin, a banda britânica assumiu o palco trazendo sua atmosfera de celebração e as cores que marcam suas apresentações, mantendo a vibração do estádio no topo.
Um banquete global de ritmo
Os 18 minutos de show voaram em um ritmo alucinante, amarrados por uma produção impecável que soube abraçar a globalização do esporte e da música. O palco principal virou uma passarela de superestrelas internacionais, contando com a energia latina de Shakira, o afrobeat contagiante do nigeriano Burna Boy, o pop icônico de Justin Bieber e o fenômeno global do K-pop com o BTS. A grandiosidade musical ganhou ainda o toque erudito e vibrante do maestro venezuelano Gustavo Dudamel, regendo a sinfonia que uniu todas as tribos.

Ao final, o veredito do público e da crítica foi unânime: a estreia do halftime show em Copas do Mundo foi positiva. E, embora o palco tenha recebido os maiores nomes da música atual, a alma do espetáculo teve a ginga, a emoção e a genialidade que só o Brasil consegue entregar — seja na memória eterna do Rei, seja no próximo rolê inacreditável de Ronaldinho Gaúcho.
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