A coletiva de imprensa dos treinadores Thomas Tuchel e Lionel Scaloni, que deveria ser um dos grandes momentos da cobertura pré-jogo, transformou-se em um teste de paciência.
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A FIFA, famosa por suas exigências milimétricas, falhou no básico ao alocar a conferência em um espaço que mais lembrava uma garagem adaptada nos subsolos do estádio do Atlanta Falcons.

O aperto físico gerou um verdadeiro efeito dominó de desorganização. A logística de fluxo foi tão mal planejada que os profissionais que cobriram a zona mista com os atletas — gravando depoimentos de nomes como Guéhi e Konsa — simplesmente não conseguiram chegar a tempo do início da coletiva de Thomas Tuchel, que começou quase simultaneamente ao fluxo dos jogadores.
A promessa também era de que três atletas falariam. Ou seja, faltou um, como aconteceu na Argentina mais cedo com De Paul, Mac Allister e Montiel.
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Bloqueio de Acesso
Com a sala superlotada e o espaço reduzido, dezenas de jornalistas que tentavam migrar da zona mista para a coletiva principal foram barrados nos acessos internos. Se a situação estava difícil para os repórteres de texto e rádio, para os profissionais de imagem o cenário foi até degradante.
A organização da FIFA impediu que um cinegrafista — que chegou na segunda leva devido ao trabalho na zona mista — posicionasse seu equipamento no tablado. Ele teve que sustentar o pesado equipamento no ombro até que Tuchel terminasse a entrevista e o espaço, que já estava aberto, fosse liberado.

De Dallas a Atlanta: Reincidência no Improviso
Para os jornalistas que cruzam os Estados Unidos cobrindo o torneio, a desorganização em Atlanta não causou surpresa. Na outra semifinal entre França e Espanha, em Dallas, os profissionais foram empurrados para uma estrutura minúscula dentro do campus da universidade SMU (Southern Methodist University), totalmente inadequada para o volume de jornalistas do mundo inteiro que cobriram a partida.
Desmonte à força: laptops abertos e cadeiras empilhadas
Após o término de coletivas longas, os repórteres correram contra o relógio para redigir suas matérias e transmitir o conteúdo. Poucos minutos após o fim das entrevistas, os funcionários e voluntários do estádio iniciaram o desmonte toda a estrutura física da sala — com dezenas de jornalistas ainda sentados, tentando fechar seus textos. Cadeiras começaram a ser empilhadas ao redor dos repórteres que ainda digitavam nos computadores.

Toda a estrutura temporária de painéis e mesas começou a ser desmontada e carregada ali mesmo, no meio do fluxo de trabalho. Tratando-se de uma gambiarra temporária montada às pressas naquela área do estádio, a correria em "limpar a garagem" superou qualquer protocolo de hospitalidade com a mídia internacional.
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