"Acho que estamos no bom caminho, tendo em conta que no Flamengo se espera ganhar tudo sempre, e eu, no ano passado, tive essa sorte — resultante do trabalho —, que não acontecia desde o tempo de Jorge Jesus", analisou Boto em conversa com jornalistas.
O Flamengo é o líder do Brasileirão, três pontos à frente do Palmeiras, e está nas semifinais da Libertadores, contra o Estudiantes. O time busca o bicampeonato em ambas as competições.

“Mas faltam 10 rodadas, e 10 rodadas é muito ponto. E estamos nas semifinais da Libertadores. O que nos move é repetir o que fizemos no ano passado, sabendo que ninguém nunca conseguiu ganhar Libertadores e Brasileirão por dois anos seguidos”, acrescentou Boto.
Elogios a Abel e Jesus
Apesar de reiterar a ambição de conquistar a Libertadores, José Boto não deixou de enaltecer o rival Abel Ferreira.
“Eu gostava que voltasse outra vez para nós, para o Leonardo (Jardim), e que o Abel ficasse mais um ano sem ganhar, que ele também já ganhou bastante. Mas, depois de dois anos no Brasil, para ver alguém contar seis anos lá, como ele aguentou, é preciso ter uma resiliência muito grande. Tiro o chapéu para ele por isso”, elogiou.

O dirigente do Flamengo também vibrou com a chegada de Jorge Jesus à seleção de Portugal, descrita como "casamento perfeito". José Boto destacou o papel do treinador na mudança da realidade no Brasil.
“Como em tudo, há modas. O sucesso do Jesus abriu o mercado brasileiro para os treinadores portugueses. Depois, os treinadores portugueses, como têm bastante qualidade, foram cimentando essa posição no futebol brasileiro", afirmou.
"Mas os jogadores portugueses também poderiam começar a olhar para o mercado porque ali realmente se pagam salários que em Portugal não se pagam”, refletiu Boto.
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