Quais são as esperanças de medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno?

Lucas Pinheiro Braathen é a maior esperança brasileira
Lucas Pinheiro Braathen é a maior esperança brasileiraAlexander Hassenstein/Getty Images via AFP

Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 já começam históricos para o Brasil. Essa é a primeira vez que o país tropical chega com chances reais de medalha no evento.

Além das esperanças de pódio, o Brasil terá a sua maior delegação da história em Olimpíadas de Inverno. Serão 14 atletas brasileiros no norte da Itália, superando os 13 de Sochi 2014.

Esqui Alpino e Bobsled lideram como os esportes com mais brasileiros, quatro em ambos. Depois temos Esqui Cross-Country com três, Snowboard com dois e Skeleton com um.

Sempre com resultados pouco significativos nos esportes de inverno, o Brasil agora possui três atletas que chegam aos Jogos Olímpicos sonhando com pódio. O Flashscore te apresenta cada um deles e conta o motivo da esperança.

Lucas Pinheiro Braathen (Esqui Alpino)

Nascido na Noruega, mas com mãe brasileira, Lucas Pinheiro Braathen compete pelo Brasil desde 2024. Antes, já era um dos melhores esquiadores do mundo por seu país-natal, tanto que foi campeão da Copa do Mundo no slalom em 2023 e disputou os Jogos Olímpicos de Pequim.

Sob a bandeira do Brasil, Lucas vive uma fase espetacular, com 10 medalhas apenas nesta temporada e a 2ª colocação geral no ranking da Copa do Mundo. O brasileiro está também em 2º na classificação do slalom e do slalom gigante. Isso o credencia a ser favorito a medalha em ambas as provas.

Nicole Silveira (Skeleton)

Se Lucas é o maior medalhista brasileiro em Copas do Mundo nos esportes de inverno, Nicole Silveira foi a primeira. A atleta do Skeleton conseguiu o seu primeiro pódio menos de um mês antes do esquiador, no fim de 2024.

Nicole Silveira tem feito história para o Brasil no Skeleton
Nicole Silveira tem feito história para o Brasil no SkeletonRobert Michael/dpa Picture-Alliance via AFP

Porém, a história de Nicole no Skeleton é bem anterior e já tem participação olímpica no currículo. Moradora do Canadá, a gaúcha de 31 anos conheceu o esporte já adulta e logo se destacou. Nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2022, ela ficou em 13º, o segundo melhor resultado do Brasil em Olimpíadas de Inverno.

O ciclo atual de Nicole é forte, com duas medalhas de bronze na atual temporada da Copa do Mundo e o 4º lugar no último Mundial, disputado em 2025. O resultado realista para a brasileira é um top 8, com chances pequenas de medalha.

Patrick Burgener (Snowboard)

Outro representante nascido na Europa, mas com mãe brasileira, Patrick Burgener é a esperança no Snowboard. O atleta de 31 anos é veterano e já disputou duas Olimpíadas: Pyeongchang 2018 e Pequim 2022 pela Suíça. Na prova de halfpipe, ele ficou em 5º na primeira participação e 11º na segunda. Além disso, pelo país europeu, conquistou nove medalhas em Copas do Mundo e dois bronzes em Mundiais.

Patrick Burgener é outro que ganhou medalha na atual temporada da Copa do Mundo, mas sem a mesma consistência dos outros dois. O snowboarder deve conseguir uma vaga na final e assim tem chance pequena de pódio.

Agenda dos candidatos a medalha

Lucas Pinheiro Braathen

- 14 de fevereiro – 6h (1ª descida) e 9h30 (2ª descida) – Slalom gigante

- 16 de fevereiro – 6h (1ª descida) e 9h30 (2ª descida) – Slalom

Nicole Silveira

- 13 de fevereiro – Bateria 1 às 12h e Bateria 2 às 13h48

- 14 de fevereiro – Bateria 3 às 14h e Bateria 4 às 15h44

Patrick Burgener

- 11 de fevereiro – 15h30 (1ª descida) e 16h27 (2ª descida) – classificatória

- 13 de fevereiro – 15h30 (1ª descida), 16h (2ª descida) e 16h28 (3ª descida) – final (se avançar)