Gianni Infantino, presidente da FIFA, participou do lançamento em Washington da "Junta de Paz", formada por cerca de 20 países e presidida por Trump.
O presidente dos Estados Unidos anunciou uma contribuição de 10 bilhões de dólares (aproximadamente 8,5 bilhões de euros) do seu país para estabilizar e reconstruir Gaza, devastada por três anos de guerra.
No evento, Trump também anunciou uma contribuição da FIFA para reconstruir as estruturas do futebol.
"Tenho o prazer de anunciar que a FIFA vai ajudar a arrecadar um total de 75 milhões de dólares (R$ 388,7 milhões) para projetos em Gaza. Acredito que estão ligados ao futebol", afirmou o republicano.
"Eles vão construir campos e trazer as maiores estrelas do mundo, pessoas que são estrelas ainda maiores que você e eu, Gianni", disse Trump, se dirigindo a Infantino.
"É realmente algo importante, vamos divulgar os detalhes em breve e, se eu puder, vou até lá com vocês", acrescentou.
No último ano, Infantino e Trump vêm mostrando proximidade em várias aparições públicas, incluindo a presença do dirigente esportivo em outubro durante uma cúpula sobre Gaza no Egito.
Em dezembro, Infantino entregou o "Prêmio da Paz da FIFA", uma premiação recém-criada, ao presidente dos Estados Unidos, país que vai sediar a Copa deste ano junto com México e Canadá.

"Reforçar a identidade nacional"
Algumas horas após a reunião em Washington, a FIFA divulgou detalhes dessa "aliança estratégica" com a "Junta de Paz".
O acordo "define um plano de longo prazo para construir um ecossistema completo do futebol, que ofereça a Gaza (Palestina) infraestrutura de primeira linha, programas comunitários estruturados e oportunidades econômicas sustentáveis", informou o comunicado.
O plano, dividido em quatro etapas, deve começar com a instalação de 50 minicampos FIFA Arena "para criar espaços de jogo seguros e acessíveis", destacou.
No prazo de 18 a 36 meses, a FIFA planeja construir uma academia de futebol e um "estádio nacional" com capacidade para 20 mil pessoas, "onde possam ser realizadas competições esportivas e atividades culturais, e que ajude a reforçar a identidade nacional".
"A implementação vai depender das condições de segurança, que serão monitoradas continuamente", alertou a FIFA.
A guerra em Gaza destruiu quase toda a infraestrutura esportiva do pequeno território, além de ter ferido ou matado centenas de atletas.
