"A manipulação foi absoluta e horrível. Me sinto uma idiota. Confiei nestas três pessoas e tudo o que fizeram foi nos manipular e deixar o meu filho sem avô”, declarou em tribunal Gianinna, de 36 anos, dirigindo-se especificamente a três dos acusados.
Sete profissionais de saúde (um médico, um psiquiatra, um psicólogo e enfermeiros) estão sendo julgados pela sua possível responsabilidade na morte de Maradona, em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, de crise cardiorrespiratória associada a edema pulmonar, quando estava em convalescença após neurocirurgia sem complicações a um hematoma na cabeça.
Gianinna não entrou em detalhes sobre a "manipulação" que alegou, mas descreveu uma atmosfera geral em que a família, particularmente ela e a sua irmã mais velha Dalma, se sentiam desinformadas, até mesmo excluídas.
"Eles eram os responsáveis, os que tinham estabelecido como as coisas deveriam prosseguir. Nos disseram que era importante dar espaço a ele, deixá-lo decidir se precisava ir ao médico e que não devíamos pressionar", contou.
Os réus alegam que Maradona morreu de causas naturais, negam qualquer responsabilidade pela sua morte e se escondem atrás da especialidade, transferindo até a culpa para outros.
Diego Armando Maradona foi um dos melhores jogadores da história, um gênio do futebol, em uma notável carreira em que conduziu a Argentina ao título mundial, em 1986, e o Napoli à vitória em dois campeonatos italianos e a uma Copa da UEFA.
