Comparação com o Flamengo
Antes de conhecer o Maracanã, Machota teve contato com outro gigante do esporte brasileiro: o Flamengo. O jornalista acompanhou o único treino dos Cowboys em solo brasileiro no Ninho do Urubu e se surpreendeu com a dimensão do clube.
“Os Cowboys têm uma torcida enorme, têm cerca de 5 milhões de seguidores ou algo assim. E aí eu vejo que o Flamengo tem mais de 20 milhões de seguidores na conta deles. Isso abre muito os nossos olhos para uma realidade muito maior”, afirmou.
Gramado do Maracanã

A experiência continuou no Maracanã, onde o gramado havia sido motivo de preocupação nos dias anteriores ao jogo. Para Machota, o resultado foi positivo.
“Antes de chegar aqui, a impressão que passavam era de que o gramado e o campo não estariam em boas condições. Eu achei que o campo estava ótimo. Não senti que isso teve qualquer impacto negativo”, contou.
Para a imprensa, a experiência foi diferente daquela vivida habitualmente pelos jornalistas que cobrem futebol no Maracanã. A NFL montou uma sala de imprensa no setor leste e ofereceu alimentação aos profissionais.
Também havia jantar e bebidas disponíveis gratuitamente em uma área próxima às tribunas de imprensa. A estrutura tradicional do dia a dia do estádio não conta com essas estruturas.

Logística da NFL
A logística também chamou a atenção do jornalista americano. A NFL disponibilizou ônibus para transportar os profissionais entre hotel, treino e estádio, algo que, segundo Machota, não costuma acontecer na cobertura dos jogos da temporada regular nos Estados Unidos.
“Eles fizeram de tudo para facilitar nosso trabalho”, disse. “Quando estamos cobrindo jogos nos Estados Unidos, cada um fica por conta própria. Ficamos nos nossos próprios hotéis e temos que encontrar nosso próprio meio de transporte para chegar ao jogo.”
Estrutura de Super Bowl
A estrutura, curiosamente, lembrou a Machota justamente o maior evento do calendário da NFL: o Super Bowl. “Eu só cobri um Super Bowl, mas foi mais ou menos assim. Todo mundo fica hospedado em um mesmo hotel e depois é levado de ônibus para o estádio”, relatou.
A comparação ajuda a dimensionar a experiência no Rio. Para um jornalista acostumado a cobrir a NFL nos Estados Unidos, o Rio Game teve características de um evento especial desde a chegada ao estádio. “Dava para perceber que era um evento realmente grande. E, quando você entra no estádio e percebe o quanto todo mundo está fazendo barulho, dá para notar que aquilo era maior do que um jogo normal de temporada regular.”
