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Rio, Phelps, Lamar Jackson e Ravens: uma conexão olímpica antes da NFL

Encontro entre Lamar Jackson e Michael Phelps durante treino dos Ravens
Encontro entre Lamar Jackson e Michael Phelps durante treino dos RavensReprodução / Redes Sociais

O Rio de Janeiro marcou o fim de uma era para Michael Phelps. Em 2016, o maior medalhista da história dos Jogos Olímpicos encerrou no Brasil sua trajetória olímpica e também sua carreira competitiva na natação. Dez anos depois, a cidade volta a receber uma das maiores paixões esportivas de Phelps: o Baltimore Ravens.

A relação entre os três elementos — Rio, Phelps e Ravens — não termina aí.

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Se Phelps deixou o Rio com mais cinco medalhas de ouro e uma de prata, chegando a 28 medalhas olímpicas, o quarterback Lamar Jackson agora sonha em ter a própria oportunidade de disputar uma Olimpíada.

Ídolos dos Ravens, Lamar quer disputar os Jogos de Los Angeles
Ídolos dos Ravens, Lamar quer disputar os Jogos de Los AngelesTrevor Ruszkowski-Imagn Images

E o caminho pode ser justamente o flag football, modalidade que fará sua estreia nos Jogos de Los Angeles, em 2028.

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Phelps terminou a carreira no Rio

Phelps chegou aos Jogos de 2016 já como o maior medalhista olímpico da história. No Rio, ampliou ainda mais a marca: foram seis medalhas, cinco de ouro (4x100m medley, 200m medley, 200m borboleta e revezamentos 4x100m livre e 4x200m livre) e uma de prata  (100m borboleta).

"Pensei neste momento em todos os dias da semana. Tudo começou como um grande sonho de uma criança que queria fazer o que ninguém fez e acabou bem legal. Eu fiz acontecer, foi o jeito perfeito de terminar", afirmou o nadador na época. Para ele, o Rio representava o encerramento perfeito de uma carreira que produziu 23 medalhas de ouro olímpicas. 

Michael Phelps, o rei dos Jogos Olímpicos
Michael Phelps, o rei dos Jogos OlímpicosAFP

Mas havia outro detalhe especial naquela despedida. Phelps não era apenas um atleta nascido em Baltimore. Ele é torcedor dos Ravens desde a infância e manteve uma relação próxima com a franquia durante toda a carreira. Em 2016, enquanto competia no Rio, os Ravens chegaram a transmitir suas provas no telão do estádio em Baltimore, com torcedores acompanhando e celebrando suas conquistas. 

O próprio Phelps também construiu uma amizade com Ray Lewis, um dos maiores ídolos da história dos Ravens. O linebacker, inclusive, foi uma das pessoas que ajudaram a inspirar Phelps em sua preparação para voltar aos Jogos de 2016. 

Michael Phelps e o filho Boomer foram uniformizados assistir ao jogo do Baltimore Ravens
Michael Phelps e o filho Boomer foram uniformizados assistir ao jogo do Baltimore RavensREUTERS/Mitch Stringer-USA TODAY Sports

Agora é a vez de Lamar?

Dez anos depois, o Rio recebe novamente os Ravens. Desta vez, porém, o principal personagem da história é Lamar Jackson.

O quarterback reforçou, em entrevista aos jornalistas nesta sexta-feira (25), o desejo de disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, no flag football. A modalidade estará pela primeira vez no programa olímpico, e a NFL autorizou seus jogadores a participarem da competição.

"Com certeza. Adoraria jogar. Temos muitos jogadores talentosos no nosso time (com quem ele gostaria de estar em Los Angeles), o Zay Flowers, Rashod Bateman, Derrick Henry e o Kyle Hamilton, talvez o (Nate) Wiggins. Essa é uma pergunta muito difícil, mas com certeza queria (disputar os Jogos Olímpicos) alguém do meu time", disse um sorridente Lamar. 

O desejo de Lamar, no entanto, esbarra em uma limitação definida pela NFL. A liga estabeleceu que cada franquia poderá ter, no máximo, um jogador representando sua equipe nos Jogos. O quarterback aparece entre os nomes mais cotados pela própria NFL para uma eventual seleção americana. Em uma projeção publicada pela liga, Lamar foi colocado como uma das opções para comandar o ataque dos Estados Unidos no flag football.

E a possibilidade combina com o estilo de jogo do quarterback. O flag football é disputado em formato 5 contra 5 e não possui as linhas ofensivas e defensivas do futebol americano tradicional. A velocidade e a capacidade de Lamar de escapar dos marcadores seriam características especialmente relevantes nesse formato.

Do ouro de Phelps ao sonho de Lamar

Quando os Ravens entrarem no Maracanã neste domingo (27), às 17h25 (de Brasília), contra os Dallas Cowboys, a história não será apenas sobre o primeiro jogo da franquia no Brasil. Para uma cidade que tem em Phelps um de seus maiores símbolos esportivos, o Rio representa um curioso ponto de encontro entre passado e futuro.

Foi aqui que a lenda encerrou sua trajetória olímpica. É aqui que Lamar Jackson começa a construir uma nova relação com o Brasil. E, daqui a dois anos, o quarterback pode tentar chegar a Los Angeles em busca de algo que Phelps conhece muito bem: uma medalha olímpica.

O Rio já foi o último capítulo olímpico de Michael Phelps. Agora, antes de tentar escrever o primeiro capítulo olímpico de Lamar Jackson, a cidade recebe os Ravens.

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