No primeiro duelo da Data FIFA, na última sexta-feira (25), em Townsville, o time de Carlo Ancelotti empatou por 1 a 1 no primeiro compromisso após a Copa do Mundo de 2026. Para o técnico, a sequência de amistosos serve como ponto de partida rumo à Copa América de 2028 e à Copa do Mundo de 2030.
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Em 1999, a Seleção também começava um novo ciclo, mas sob um contexto mais pesado. O time ainda digeria a derrota por 3 a 0 para a França na final da Copa de 1998, em Saint-Denis – na decisão marcada pela convulsão de Ronaldo e pelos dois gols de Zidane.
Zagallo deixou o cargo, e Vanderlei Luxemburgo assumiu com a missão de reconstruir a equipe para a Copa América daquele ano, no Paraguai. O adversário escolhido para o teste foi a Holanda, adversário do Brasil na semifinal do Mundial, em Marselha, decidida nos pênaltis com duas defesas de Taffarel.
O retrospecto até ali era de equilíbrio absoluto, com duas vitórias para cada lado e dois empates em seis jogos, e Luxemburgo tratava o rival com respeito. "É um time que consegue aliar uma técnica invejável à disciplina tática", disse o técnico na época, segundo a Folha de São Paulo, na véspera do primeiro jogo.
Do empate em Salvador às 5 expulsões em Goiânia
Em 5 de junho, na Fonte Nova, Luxemburgo escalou Dida; Evanílson, Antônio Carlos, Aldair e Roberto Carlos; Émerson, Djair, Rivaldo e Leonardo; Amoroso e Giovanni. Do outro lado, o técnico Frank Rijkaard mandou a campo nomes como Van der Sar, Frank de Boer, Edgar Davids, Clarence Seedorf, Phillip Cocu, Patrick Kluivert e Van Nistelrooy.
O Brasil foi para o intervalo vencendo por 2 a 0, com gols de Amoroso e Giovanni, mas cedeu o empate no segundo tempo, com Kluivert e Van Vossen. Três dias depois, no Serra Dourada, a Seleção venceu por 3 a 1, num jogo que ficou mais lembrado pela confusão do que pelo placar.
Luxemburgo repetiu o time titular de Salvador, e a Holanda chegou com quatro titulares diferentes – desfalcada após vários jogadores exagerarem na comida baiana e sofrerem com problemas estomacais. No primeiro tempo, Amoroso abriu o placar, Frank de Boer marcou contra e Leonardo ampliou. Na segunda etapa, o reserva Van Hooijdonk descontou para os visitantes.
O árbitro paraguaio Ubaldo Aquino roubou a cena. Ele validou um gol de Amoroso marcado com a mão e só voltou atrás quando a bola já estava no meio de campo.
Também expulsou cinco jogadores: Van Vossen, Ooijer e Amoroso saíram de campo pelo segundo cartão amarelo e, nos acréscimos do segundo tempo, Rivaldo e Davids receberam vermelho direto por conduta violenta.
A preparação deu resultado. Semanas depois, o Brasil conquistou a Copa América no Paraguai, com vitória por 3 a 0 sobre o Uruguai na final.
Agora, a comparação com a Austrália expõe a diferença de peso entre os adversários. Os australianos passaram da fase de grupos na Copa de 2026 e caíram na segunda fase. É um rival bem distante da Holanda semifinalista de 1998, mas serve de laboratório para Ancelotti observar novos nomes.
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