Exclusivo: Ancelotti é um "paizão" para os jogadores do Brasil, diz Luiz Henrique

Luiz Henrique deve estar na lista final que vai para a Copa do Mundo
Luiz Henrique deve estar na lista final que vai para a Copa do MundoTHIAGO RIBEIRO / AGIF / AGIF VIA AFP

Em entrevista exclusiva ao Flashscore, o atacante Luiz Henrique, da Seleção Brasileira, falou sobre sua relação com o técnico Carlo Ancelotti, revelou que sonha em jogar no Arsenal e contou que está ansioso para a Copa.

Luiz Henrique também disse que encara as maiores seleções do mundo como se estivesse jogando bola na comunidade pobre em que cresceu.

Campeão da Libertadores com o Botafogo, o atual jogador do Zenit conversou com o Flashscore durante a preparação de Brasil x Croácia, amistoso que será disputado nesta terça-feira. Na última quinta-feira, Luiz Henrique entrou no 2º tempo da derrota contra a França (2x1), e foi um dos melhores em campo pelo time brasileiro.

Leia a entrevista na íntegra:

Você entrou no Brasil x França jogando leve como o menino que jogava no Fluminense. Como você assimila isso?

Quando você entra dentro de campo como medo, nada pode fluir. Por isso que entro em uma partida, vem na minha memória que penso que estou no Vale do Carangola (comunidade na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro) com meus amigos de infância se divertindo. 

Como foi sua infância em Petrópolis?

Foi difícil. Deus me escolheu para ser um menino jogador de futebol. Claro que foi um pouco difícil, mas a gente vai ultrapassando as barreiras como nosso trabalho e nossa humildade.

Luiz Henrique foi chamado pela 1ª vez pelo técnico Dorival Júnior
Luiz Henrique foi chamado pela 1ª vez pelo técnico Dorival JúniorCBF

Você temeu em algum momento que não pudesse virar jogador profissional?

Sim, às vezes era muito complicado porque minha família não tinha condições para me dar o que precisava para estar dentro de campo. Às vezes temia, sim, que não desse certo. Até pensei em parar de jogar futebol — isso é até engraçado — para brincar de lutar judô.

Você era bom no judô?

Mais ou menos, era melhor no futebol (risos).

Como é sua relação com Ancelotti?

Ele é um cara que não vê só um jogador. Ele está sempre conversando com todos os jogadores, quer sempre a opinião dos jogadores. É um paizão para a gente. Está sempre querendo ouvir onde gostamos de jogar, em que posição gostamos de jogar – isso é importante para que o grupo se sinta bem dentro de campo.

O atacante foi campeão da Libertadores em 2024 pelo Botafogo
O atacante foi campeão da Libertadores em 2024 pelo BotafogoBotafogo

A Copa está perto, você está ansioso?

Estou muito ansioso, vejo que estou a um pé da Copa do Mundo. Tenho que continuar este trabalho na Seleção e no meu clube para que na reta final eu possa ser chamado pelo mister.

Confira a tabela completa da Copa do Mundo 2026 >>

Você imagina um dia voltar ao futebol espanhol?

Sim, gostei muito do Betis, é um clube que tem uma estrutura gigante. Quero fazer meu trabalho, mostrar minha alegria, primeiro representar meu clube e, se eu estiver aqui, a Seleção Brasileira, para que se um dia eu puder voltar para lá, eu voltar com muito carinho e com os braços abertos.

Qual seu grande sonho?

É conquistar a Copa do Mundo com a Seleção Brasileira. Tenho muita fé que o Brasil vai chegar nesta final e vamos ganhar esta final. Depois, quero realizar meu sonho de ir para a Europa, de estar em um time do primeiro escalão da Inglaterra.

Números das últimas temporadas do atacante brasileiro
Números das últimas temporadas do atacante brasileiroFlashscore

Há algum time da Inglaterra que você gostaria de jogar?

Gosto muito do Arsenal, da maneira que eles jogam, agressivo. Jogam muito pela ponta esquerda e ponta direita, então tenho um desejo de jogar no Arsenal.

Já falei com o Gabriel Magalhães e o Martinelli, eles falam que o time é excelente, eles gostam muito do (técnico) Arteta, dizem que ele está sempre escutando os jogadores. Se Deus quiser, gostaria de ter a oportunidade de trabalhar com ele.

Você se sente um cara mais maduro hoje comparado à sua 1ª convocação?

Sim, muito mais. Antes eu não tinha muito preparo, tinha acabado de ir para a Europa. O campeonato de lá me ajudou a amadurecer, depois minha chegada em 2024 no Botafogo foi um ano incrível. Hoje estou mais maduro, mais consistente naquilo que quero. Me vejo um cara mais forte mentalmente e fisicamente.

Como é agora jogar na Rússia?

É um campeonato difícil. As pessoas acham que não é, mas é muito difícil, muito físico. Os jogadores são mais antigos, estão mais perto de você na marcação, e isso me fez crescer mais para chegar na Seleção Brasileira também.

E é muito diferente. A gente que vem do Brasil não está acostumado com o frio, então a gente tem que se aquecer muito bem para que você esteja 100% ali dentro da partida, até para não se lesionar.