Naquela partida, parte da arquibancada entoou o canto "muçulmano é quem não pular", o que resultou em uma multa de 20.000 euros (R$ 114,4 mil) aplicada pela Federação Internacional e, mais grave, na redução de no mínimo 15% da capacidade do estádio do seu próximo amistoso.
A RFEF recorreu da punição ao Comitê de Apelação da FIFA, argumentando, entre outras coisas, que chamar alguém de muçulmano não é um insulto e que a expressão "quem não pular é" é usada nos estádios de futebol espanhóis para expressar que a pessoa não pertence ou não torce pelo outro rival, mas o recurso foi rejeitado.
A opção que a Federação Espanhola tem agora para conseguir a anulação da punição ou, na falta disso, uma redução da mesma, é recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).
Caso seu próximo recurso não seja aceito, haverá uma alternativa para não precisar reduzir a capacidade do estádio. Esse espaço teria de ser destinado a grupos especiais, que deveriam estar identificados e portar distintivos com lemas, cartazes ou outras manifestações contra a discriminação e a favor da integração social.
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