Considerado um dos artífices da era de ouro da Albiceleste, o técnico deixou em aberto sua permanência no cargo, que ocupa desde 2018, após perder a final da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha.
“Depois da Copa do Mundo, não tínhamos conversado. Nos reunimos para ver se podemos avançar e chegar a um acordo”, disse ele em uma coletiva de imprensa em Ezeiza, ao sul de Buenos Aires, na véspera do amistoso contra a Bolívia em Córdoba.
O técnico da Argentina, campeão mundial no Catar 2022 e vencedor de duas Copas América, enfrenta essas negociações após a derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo deste ano.
“A disposição existe de ambas as partes, mas mal começamos a conversar”, acrescentou o técnico, que precisa decidir se continuará no comando da Albiceleste após a despedida de Lionel Messi, que anunciou há um mês sua saída da seleção.

Scaloni explicou que, após a Copa do Mundo, precisou de tempo para avaliar seu futuro e destacou que as possibilidades esportivas da equipe são um fator fundamental em sua decisão, além das condições financeiras.
“Tive que repensar bem, observar e analisar a questão esportiva”, afirmou. O técnico sustentou que não teria iniciado as conversas se não tivesse visto possibilidades de construir uma equipe competitiva.
Despedida de Messi se aproxima
Após o jogo desta quarta-feira (30) em Córdoba, a Argentina receberá Burkina Faso no sábado (3) e o Benin na próxima terça (6), no Estádio Monumental, em Buenos Aires. Messi jogará neste último confronto, que deve ser uma despedida emocionante com a participação dos campeões do Catar.
“O Leo, em princípio, vem no fim de semana, depois da partida do dia 3. Se ele quiser vir jogar no dia 3, pode vir”, disse Scaloni.
Questionado sobre o futuro sem Messi, o técnico destacou a reação da equipe nas partidas em que o capitão esteve ausente e as possibilidades oferecidas pelos jogadores jovens.
“Até a partida do Leo, não daremos a camisa 10 a ninguém; a partir daí, veremos. A ideia é que um jogador fique com ela, com tudo de bom que isso acarreta”, disse ele sobre o futuro do histórico número.
Ele antecipou que aproveitará os amistosos para testar variações, tanto no ataque quanto na defesa, embora tenha garantido que manterá os princípios de jogo de sua gestão. “Nosso futebol passa pela bola, por reunir jogadores que joguem bem; acho que isso não vai mudar”, afirmou.
O técnico garantiu que não ouvirá propostas de outros times enquanto seu contrato com a seleção estiver em vigor e, quanto a uma eventual saída de seu colaborador Walter Samuel, comentou que perdê-lo seria uma baixa importante para a comissão técnica.
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