Na avaliação do português, o momento de instabilidade precisa incomodar cada um dos atletas. Este é o pior início do Cruzeiro na história do Brasileirão de pontos corridos — uma campanha inferior, inclusive, à do fatídico ano do rebaixamento em 2019.
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"Tem que estar abalada (a parte mental), porque, nós não ganhamos ainda. Nós sabemos que tem que nos doer quando não ganhamos. E isso é muito importante", apontou Artur Jorge.
O treinador ainda elencou fatores fundamentais para uma mudança de mentalidade no elenco, entre eles a necessidade de diminuir o ego. Atualmente, o Cruzeiro possui uma das folhas salariais mais robustas do futebol brasileiro, além de ostentar a segunda contratação mais cara da história do país — a chegada de Gerson por R$ 176 milhões.
"Aquilo que nós temos que combater e aquilo que temos que fazer, são dois dos maiores problemas do futebol atual, que é o ego e gestão de expectativas. Nós temos que baixar o ego e apostar nas expectativas daquilo que temos para fazer. E isso fazemos com trabalho, pensando que temos que baixar a terra, saber que temos que ter a humildade de trabalhar muito para conseguir mais", avaliou.
"E isso é aquilo que nos compete fazer enquanto desafio e enquanto líderes de um projeto, que temos que dar a volta a uma situação que, nesta altura, não é de todo coincidente com aquilo que nós temos que fazer", acrescentou.

Artur Jorge ainda ressaltou que não abre mão de três pilares para o bom andamento de um trabalho.
"Compromisso, entrega e disponibilidade para ser útil ao time", concluiu.
O treinador português fará sua estreia pelo Cruzeiro na próxima quarta-feira, dia 1º de abril, às 20h, contra o Vitória, no Mineirão, em duelo válido pela 9ª rodada da Série A do Brasileirão.

