A vitória do Atlético-MG foi consolidada ainda no primeiro tempo. Alan Minda abriu o placar aos 12 minutos e Maycon, em cobrança de pênalti, ampliou aos 32.
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Os dois gols do Galo na etapa inicial contaram com a análise do VAR. No primeiro, após alguns minutos de tensão e revisão da tecnologia, a arbitragem confirmou o gol de Alan Minda — o seu primeiro com a camisa alvinegra.
Pouco depois, a penalidade que originou o segundo tento também precisou do auxílio das imagens. O vídeo mostrou o contato de Kaiki em Minda dentro da área, deslocando o atacante e levando o juiz a sinalizar a marca da cal.
Ainda no primeiro tempo, Artur Jorge decidiu mexer na estrutura do time, sacando o lateral Kauã Moraes e promovendo a entrada do atacante colombiano Neyser Villarreal. A ideia era ter mais volume ofensivo, mas a prática foi bem diferente. O Galo se defendeu bem e levou a vantagem para o intervalo.

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Expulsão infantil de Arroyo e o terceiro do Galo
No segundo tempo, o Galo abaixou a rotação, mas o Cruzeiro não mostrava eficiência suficiente para concatenar jogadas ofensivas. Artur Jorge mais uma vez mexeu na sua linha de frente, abrindo ainda mais a equipe com as entradas de mais dois atacantes: Bruno Rodrigues e Wanderson.
No entanto, uma expulsão infantil de Keny Arroyo, que recebeu dois cartões amarelos em menos de um minuto, deixou o Cruzeiro ainda mais vulnerável. O Galo não desperdiçou a vantagem numérica e foi letal: Renan Lodi cruzou na medida para a conclusão certeira de Cassierra. O terceiro do Alvinegro em um Mineirão com maioria azul.

Mais dois vermelhos e a bronca de Lodi em Lyanco
O clima esquentou e Kaiki, após revisão do VAR em uma disputa de bola, acabou expulso. Com dois jogadores a menos, a situação celeste tornou-se insustentável. No entanto, Lyanco também perdeu a cabeça: em um momento de total desequilíbrio, o defensor acertou um chute em Bruno Rodrigues, recebeu o segundo amarelo e foi para o chuveiro mais cedo. O lance gerou desespero em Renan Lodi, que chegou a discutir de forma áspera com o próprio companheiro de equipe no gramado.
Kaio Jorge diminui tarde demais
O Cruzeiro chegou a diminuir com um gol de pênalti de Kaio Jorge, que encerrou um jejum de seis jogos sem balançar as redes. No entanto, a reação parou por ali: o placar já estava selado a favor do Atlético-MG, que celebrou o triunfo sobre o maior rival e ganha fôlego para buscar um novo momento na temporada.

Mudança na tabela e fim de marcas para Artur Jorge
Com a vitória, o Atlético-MG ultrapassou o Cruzeiro na tabela e subiu para o 11º lugar, com 17 pontos. O Galo encerrou uma sequência negativa de três derrotas no Brasileirão e confirmou a freguesia recente do rival, vencendo o segundo clássico em três confrontos na temporada.
Já o Cruzeiro caiu para a 14ª posição, estacionado nos 16 pontos. O revés interrompeu uma série de três vitórias consecutivas na Série A e quatro jogos de invencibilidade na temporada.

A derrota também marcou o fim de um tabu pessoal para Artur Jorge: foi o primeiro tropeço do técnico português em clássicos no Brasil, após uma trajetória invicta de seis dérbis pelo Botafogo em 2024. Além disso, o comandante celeste jamais havia perdido para o Atlético-MG na carreira.

Próximos jogos
As duas equipes agora viram a chave para as competições continentais no meio de semana. O Atlético-MG entra em campo primeiro, na terça-feira (5), quando visita o Juventud-URU, às 19h (de Brasília), pela Copa Sul-Americana. Já o Cruzeiro terá um compromisso decisivo pela Copa Libertadores na quarta-feira (6): a Raposa encara a Universidad Católica-CHI, fora de casa, às 23h (de Brasília).
