O primeiro desafio será nesta segunda-feira (24), contra o Athletico-PR, às 20h, no Nilton Santos. Na sequência, o Glorioso visita o Flamengo, no Maracanã, no dia 30 de agosto. Por fim, recebe o Palmeiras, líder do campeonato, no Nilton Santos, em 6 de setembro. A sequência coloca o Botafogo diante de três dos adversários mais fortes do campeonato justamente no momento em que a equipe mais precisa de uma resposta.
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Atualmente, o Botafogo ocupa a 11ª posição, com 30 pontos, após perder por 1 a 0 para o Vitória, no Barradão, pela 23ª rodada. O revés agravou a crise que já tomava conta do clube e aumentou a pressão sobre um elenco abalado pela goleada sofrida no Peru. Diante do cenário, a diretoria decidiu pela demissão do português Franclim Carvalho.

A eliminação diante do Cienciano foi especialmente traumática. O Botafogo perdeu por 6 a 1 no jogo de ida, em Cusco, pela maior diferença de gols sofrida pelo clube em uma competição continental. Na volta, no Nilton Santos, venceu por apenas 1 a 0 e acabou eliminado nas oitavas de final. O resultado encerrou a participação alvinegra no torneio e deixou o Brasileirão como único caminho para o restante da temporada.

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Última competição e pressão redobrada
O cenário esportivo se mistura a um momento turbulento na estrutura do clube. O Botafogo passa por uma fase de transição, com a mudança de controle e a necessidade de reorganização administrativa e financeira. A vitória sobre o Cienciano foi acompanhada de perto por Gabriel de Alba, novo investidor e controlador do clube.
Rodrigo Bellão, auxiliar e comandante do sub-20, assumiu interinamente o time. É a segunda vez na temporada que o Botafogo recorre a uma solução interna para ocupar o cargo de treinador.
Bellão, portanto, terá a missão de conduzir uma equipe que precisa recuperar confiança justamente diante de uma sequência que não permite muitos erros.

Arthur Cabral vive jejum e entra na mira da torcida
Dentro do elenco, alguns jogadores também passaram a conviver com uma cobrança ainda maior. Um dos principais casos é o de Arthur Cabral.
O atacante começou a temporada em alta e chegou a marcar três gols na vitória por 3 a 1 sobre o Corinthians, no Nilton Santos, pela 16ª rodada do Brasileirão. A atuação fez o centroavante chegar a nove gols no ano e duas assistências.
Desde então, porém, Arthur não voltou a marcar. O atacante acumula nove partidas de jejum e foi expulso na derrota para o Vitória, no Barradão, ficando suspenso para o confronto com o Athletico-PR.

Na eliminação para o Cienciano, o camisa 9 foi um dos jogadores mais cobrados pelos torcedores. Arthur teve oportunidades para marcar, mas desperdiçou chances claras e deixou o campo sob vaias. A pressão aumenta justamente em um momento no qual o Botafogo precisa encontrar soluções ofensivas para reagir no campeonato.

Danilo Santos também convive com cobrança
Outro jogador que passou a ser alvo da torcida é Danilo Santos. O volante teve participação importante na campanha do Botafogo ao longo da temporada, mas também atravessa um período sem balançar as redes.
O último gol aconteceu na vitória por 2 a 1 sobre o Racing, pela Copa Sul-Americana. Desde então, o jogador passou a conviver com uma cobrança maior, principalmente pelas expectativas criadas em torno de seu desempenho pós-Copa do Mundo.

Na derrota para o Cienciano, Danilo chegou a marcar no jogo de volta, mas o gol foi anulado por toque de mão. Na partida, entretanto, voltou a ser questionado pela torcida e admitiu posteriormente que não atravessa seu melhor momento.
Depois de perder a Sul-Americana e ficar sem outra competição para dividir atenções, o Botafogo não tem mais para onde correr. O Brasileirão virou obrigação. E a resposta terá de começar justamente contra os três primeiros colocados.
