O episódio gerou questionamentos sobre a validade do confronto, mas a CBF afirmou que o resultado de 2 a 1 para o Palmeiras será mantido.
“Ao reiniciar a partida no segundo tempo, o árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG) deu novamente a saída de bola para o time paulista. A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol tomou ciência do ocorrido e o árbitro já foi devidamente advertido", disse a CBF em nota enviada à ESPN nesta quinta-feira.
O erro “não trouxe prejuízo ao jogo, pois assim que a partida foi reiniciada, o Fluminense adquiriu a posse de bola e não houve sanção disciplinar, gol ou fato relevante imediatamente subsequente”, acrescentou a CBF.
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O caso pode parar nos tribunais caso o Fluminense formalize um protesto, mas a tendência é que nada aconteça. Na Justiça Desportiva, anulações de partidas são extremamente raras, ocorrendo geralmente em casos específicos de má aplicação da regra, e não em erros de fato ou de procedimento que não influenciam diretamente no resultado final.
Ninguém viu o vacilo?
Apesar da falha ter passado despercebida pela maioria dos presentes, o zagueiro Freytes, do Fluminense, revelou que tentou alertar o juiz: “Eu gritei para ele, mas ele não ouviu. O jogo já havia recomeçado. Acho que são coisas que temos que ficar mais ligados.”
O atacante palmeirense Marlon Freitas foi pego de supreso na zona mista ao ser informado do ocorrido. "Isso aí é coisa do juiz", sorriu.
Nesta quinta, o ex-atacante Casagrande revelou ao UOL que já viveu uma situação idêntica em um clássico entre Torino e Juventus na Itália. Para ele, a culpa não deve recair exclusivamente sobre o trio de arbitragem.
"Esse não é um erro de arbitragem. É um erro de todo mundo, ninguém em campo percebeu, não só o juiz. E ninguém se beneficia em dar saída duas vezes", avaliou o comentarista.
