Cinco das últimas seis equipes que sofreram tantos gols após seis rodadas acabaram rebaixadas: Juventude (2025), América-MG (2023), Coritiba (2023), América-MG (2011) e Avaí (2011). A única exceção foi o Vasco, em 2017.
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Os 14 gols sofridos pelo Cruzeiro em apenas seis partidas superam o total de gols que o time levou em todo o primeiro turno do Brasileirão 2025 (13 em 19 jogos).

O número já representa quase 50% de todos os tentos sofridos pelo time na última edição do torneio nacional (31 em 38 partidas).
Desequilíbrio alarmante em comparação a 2025
O desequilíbrio defensivo em 2026 é alarmante: em apenas 17 partidas, o Cruzeiro já sofreu 22 gols — o que representa 43% de todos os tentos sofridos em toda a temporada passada (51 gols em 2025).
Em termos simples, o time já atingiu quase metade da vulnerabilidade do ano anterior com menos de um terço do calendário.

Os reflexos dessa pane defensiva atingiram inclusive a Seleção Brasileira: o zagueiro Fabrício Bruno, que vinha recebendo oportunidades regulares com Carlo Ancelotti, acabou ficando fora da lista para os amistosos de março contra França e Croácia.
Após a derrota do Cruzeiro para o Coritiba por 2 a 1, no Mineirão, pela 2ª rodada do Brasileirão, Fabrício Bruno chegou a apontar que o problema defensivo do time era fruto de uma avaliação coletiva e não apenas individualizada na queda de performance dos defensores.
"Futebol é engraçado né. Ano passado, nessa mesma fase, todo mundo bateu na gente, como se fosse culpa só dos defensores. E talvez a fase defensiva não parta só dos defensores, os gols tomados não é culpa só minha, só do Cássio, só do João Marcelo. Então, é de um modo geral. O futebol tem as compartições de defesa, meio e ataque. Mas, quando faz gol, todo mundo faz, quando toma gol, todo mundo time. Então, não é culpa só dos dois zagueiros", avaliou.

Planejamento e o impacto no Departamento Médico
O Cruzeiro não realizou investidas no mercado para fortalecer o sistema defensivo. A diretoria optou por priorizar a manutenção dos atletas da última temporada, trazendo apenas um reforço para o setor: o goleiro Matheus Cunha, ex-Flamengo.
A preocupação aumentou após a grave lesão de Cássio. O veterano precisou passar por cirurgia devido a uma contusão nos ligamentos do joelho esquerdo e deve perder o restante da temporada.

O departamento médico, inclusive, é outra preocupação — já são 14 lesões na temporada, número 600% maior do que em 2025 e um recorde nos últimos 10 anos, conforme levantamento do ge.
Lesões do Cruzeiro em 2026:
Cássio - Lesão multiligamentar no joelho esquerdo
Lucas Romero - Fratura na costela
Bruno Rodrigues - Estiramento na coxa direita
Kaio Jorge - Trauma no pé direito
Sinisterra - Lesão na coxa direita
Villarreal - Edema ósseo no pé direito
Kaique Kenji - Estiramento no tornozelo direito
Kauã Moraes - Edema muscular na coxa direita
Chico da Costa - Lesão muscular na coxa direita
Jonathan Jesus - Estiramento no joelho direito
Matheus Henrique - Dores na panturrilha esquerda
Cauan Baptistella - Estiramento no joelho esquerdo
Villarreal - Edema muscular na coxa esquerda
Matheus Cunha - Entorse no joelho direito
Missão Curitiba: a busca pela reação
Com um time em frangalhos e lesões sensíveis em praticamente todos os setores do campo, o Cruzeiro vai até Curitiba nesta quarta-feira (18), às 19h30, na Arena da Baixada, enfrentar o Athletico-PR, em busca da primeira vitória na Série A. O Furacão sofreu apenas seis gols e é o 10º colocado na tabela, com sete pontos.

