"Os jogadores estão muito conscientes que precisam mudar e que a insatisfação do torcedor é muito legítima. O elenco tem potencial e, como falei, não existe isso de escolher jogo. Os jogadores sabem que precisamos mudar esse ritmo dos últimos nove jogos", disse Diniz.
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"É super normal um time que tem o tamanho da torcida do Corinthians e a força que tem o torcedor organizado. Os jogadores precisam aprender a jogar no Corinthians. E todo mundo. Eu aprender a ser técnico do Corinthians cada vez mais. Minha presença aqui é para ajudar os jogadores a saberem a lidar com isso. O que acalma isso é ganhar jogo", afirmou.
Mentalidade de título
Questionado sobre a rigidez de seu modelo de jogo, Diniz garantiu que possui flexibilidade e que vai moldar o time conforme as características das peças que tem à disposição, citando seus trabalhos anteriores como prova.
"No fundo eu sempre vou me adaptando aos elencos. A minha ideia é procurar fazer o possível para colocar os melhores em campo. O importante é ter jogadores com confiança e coragem, eles que vão dizendo como que eu vou montar e adaptar o time nas fases do jogo, tanto para jogar quanto para marcar", explicou.
O treinador explicou que quer implementar no CT Joaquim Grava uma cultura de obsessão pela vitória. Além disso, comentou sobre as condições do elenco que tem em mãos para a temporada.
"Todo dia é dia de disputar título. Isso faz parte de mim, sobre o que eu penso de futebol e vida. Não ganhamos título no dia da final, ganhamos todos os dias. Isso começou hoje aqui. Um time da grandeza do Corinthians tem que pensar em ganhar todo dia. É um privilégio estar aqui, para todos", pontuou.
O "sonho possível" na Libertadores
Com a estreia na Libertadores contra o Platense, na Argentina, batendo à porta, Diniz pregou senso de urgência e foco total no curto prazo.
"Eu acho que nenhum time está pronto. É questão de trabalhar e melhorar o time para ganhar confiança e voltar a vencer o quanto antes. As competições ainda estão no início. A gente tem que focar no plano imediato, no que tem pela frente: o próximo jogo da Libertadores e assim sucessivamente. Para mim o próximo jogo é final sempre", destacou.

Apesar do início de trabalho em meio ao turbulento cenário político e técnico do clube, Diniz mantém o otimismo para a temporada internacional.
"Em 2023 o Fluminense foi campeão, mas no começo era muito improvável. Foi um time que ninguém acreditava. A Libertadores é um sonho extremamente possível ao Corinthians, ao corintiano e ao elenco. Temos que sonhar e ir atrás disso. O que vai acontecer só saberemos na final, mas temos que ir atrás disso", finalizou.
