O que mais irritou os dirigentes não foi apenas o resultado na 5ª rodada do Brasileirão, mas o desempenho da equipe, informou o ge.globo.
O Santos teve dez dias livres para treinamentos antes da partida da quinta rodada, mas a atuação no Estádio Maião foi considerada muito abaixo do esperado. Internamente, avalia-se que o tempo de preparação não foi bem aproveitado pelo comandante.
Durante o jogo, o Peixe passou a maior parte do tempo atrás no placar, sofrendo dois gols antes de buscar o empate. Coube a Gabigol, autor de dois gols (um de pênalti e um de bola rolando), salvar o time da derrota. A análise interna aponta que Vojvoda demorou a ler o jogo e que a reação só aconteceu graças às substituições feitas na reta final, e não por uma organização tática prévia.
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Vojvoda não é unanimidade na Vila desde a eliminação precoce no Paulistão. A vitória sobre o Vasco havia dado uma sobrevida, mas o crédito parece ter se esgotado.
O presidente Marcelo Teixeira sofre pressão constante de conselheiros e aliados para trocar o comando técnico. Embora uma ala da diretoria ainda defenda a manutenção do trabalho para evitar nova instabilidade, o coro pela saída ganhou força.
O Santos tem apenas três dias de preparação efetiva para o clássico contra o Corinthians, no próximo domingo.
