Neymar está muito longe dos anos dourados do Barcelona, como mostra o levantamento da Flashscore. Desde a última Copa do Mundo, considerando apenas os principais campeonatos de pontos corridos que ele poderia ter disputado, respectivamente, por PSG, Al-Hilal e Santos, foram 46 jogos no total.
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No ciclo anterior, ainda com Tite no comando técnico do Brasil, ele havia jogado 72 vezes pelo PSG apenas no Campeonato Francês também em um intervalo de quatro anos.

O número de gols revela uma discrepância ainda maior. Entre as temporadas 18/19 e 21/22, também no ciclo de quatro anos que antecedeu a Copa do Mundo do Catar, o atual meia-atacante do Santos comemorou a marcação de 50 gols, todos em campos da França. Desde 22/23, quando atuou ainda na Europa, na Arábia Saudita e no Brasil — ele voltou no ano passado —, foram 23 tentos, sendo 10 já com a camisa do Santos. A média caiu de 0,7 para 0,5.
Camisa 10 corre menos com a bola
A capacidade de Neymar de conduzir a bola pelos gramados também está em queda, mostram as estatísticas do craque. Nas melhores temporadas da carreira, quando ele usava a camisa azul-grená do Barça, entre 2015 e 2017, carregava a bola, em média, 28 vezes por jogo, por uma distância também média de 13 metros. Nesta volta ao Brasil, no Santos, são 20 conduções em média a cada partida, por 11 metros.
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Quando se analisa apenas a progressão em direção ao gol adversário, com a bola nos pés, a média por jogo cai de 6 metros para 4 metros, na comparação entre o Barça de 10 anos atrás e o Santos atual.
O jogador solta mais a bola, porém, quando finaliza ao gol, a velha e boa pontaria mostra-se afiada. A qualidade do chute do atual meia santista, segundo o índice que mede a expectativa de gol quando a finalização vai no alvo, está na casa de 0,5 — o limiar inferior, segundo os modelos matemáticos, para indicar que um jogador tem um chute acima da média.

Viagem perdida a Mirassol
Se, do outro lado, o Corinthians também tem os seus objetivos no campeonato nacional — ainda mais para quem vem de derrota em casa, por 2 a 0 para o Coritiba —, Neymar terá, talvez, que mudar o seu estilo de jogo se quiser convencer Ancelotti. O treinador foi vê-lo na última rodada, em Mirassol, mas ele não atuou porque resolveu se poupar.
Na Vila, haverá membros da comissão técnica do Brasil, mas Carletto não irá a Santos. Estaria na hora de admitir que a idade e as contusões estão pesando e tentar jogar mais perto da área, como um atacante, em vez de um meia que constrói de trás? Essa é uma dúvida que pode estar passando pela cabeça de Neymar, apesar de que essa mudança, às vésperas do Mundial, não terá tempo para frutificar.

De novo protagonista?
Do lado do técnico italiano da Seleção Brasileira, fica a certeza, como ele já disse diversas vezes, de que não levará ninguém que não esteja fisicamente 100%. O lado do improviso e da magia do futebol até poderá favorecer Neymar até a Copa, embora o lado racional hoje o afaste do principal torneio mundial de seleções. E ele já esteve em três, sendo que todas as vezes chegou como protagonista (foram 8 gols em 13 jogos).

