Em entrevista à Rádio Itatiaia nesta quarta-feira (25), Rubens Menin destacou que a principal prioridade é pagar a dívida bancária contraída pelo Atlético-MG.
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"A dívida que nos incomoda é aquela dívida que falamos que é a pior de todas, a dívida bancária. Porque ela é cara e 'come' parte das receitas. Então o que queremos é fazer um aporte, e vamos fazer - a burocracia é complicada, mas está indo muito bem -, para liquidar a dívida bancária (...) Acho que temos que liquidar a dívida bancária. Essa sangra, e nós vamos acabar com ela", disse o empresário.
A gestão da SAF alvinegra também mira a quitação de outros débitos, como as pendências da Arena MRV e pagamentos devidos a outros clubes por contratações, abrangendo inclusive os reforços anunciados na primeira janela do ano.
"O Atlético, assim como todos os clubes de futebol, tem três tipos de dívida. Uma que é o Profut, uma dívida de impostos, foi negociada, é um projeto federal e a gente paga escalonado. Outra é o jogador que nós compramos e estão no plantel. A gente, por exemplo, compra Alan Minda e tem que pagar parcelado o passe dele. Mas ele também vale dinheiro, então achamos que a dívida que temos é inferior ao valor do plantel. Só que o valor do plantel não conta de um lado, e a dívida conta do outro", explicou Menin.
"E desculpa, tem a dívida da Arena também. Mas a Arena se paga tranquilo. Então tem a dívida da Arena, o Profut e a dívida de plantel, que é aquilo que você compra, vende, compra vende. Vendemos Arana e compramos Cissé, por exemplo. Coisas assim", concluiu um dos donos da SAF alvinegra.
Com o novo aporte, a fatia de ações do Atlético-MG controlada pela família Menin será superior a 50%. A holding do clube sofreu um importante abalo com o escândalo do Banco Master, já que Daniel Vorcaro era um dos acionistas da SAF atleticana.
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A dívida global do Atlético-MG gira em torno de R$ 1,4 bilhão a R$ 1,5 bilhão, dependendo dos critérios de contabilização do balanço mais recente (algumas fontes mencionam valores brutos próximos a R$ 1,8 bilhão antes de abatimentos).
Os números oficiais detalhados do balanço de 2025 devem ser publicados integralmente nos próximos meses, mas o CEO Pedro Daniel já adiantou que o foco total deste semestre é o "reperfilamento" para evitar que a dívida sufoque o fluxo de caixa.
