Tomada originalmente em 27 de janeiro, a decisão marca o ápice de um conflito interno entre o empresário americano e o fundo de investimentos Ares Management.
Apesar do afastamento na holding, Textor permanece no comando da SAF do Botafogo graças a uma liminar judicial obtida no Rio de Janeiro. Em nota oficial, o empresário classificou a disputa pelo controle administrativo da Eagle Bidco, empresa que integra a estrutura da Eagle Football, como uma "guerra civil".
Conflito com a Ares e o Lyon
A crise ganhou força após Textor não quitar uma dívida de US$ 450 milhões com a Ares, valor emprestado em 2022 para a aquisição do Lyon. O estopim para a intervenção do fundo foi a demissão unilateral dos diretores Stephen Welch e Hemen Tseayo por parte de Textor.
A dupla divergia das atitudes do americano, especialmente sobre o modelo de aporte financeiro proposto para quitar as dívidas urgentes do Botafogo. Ao retirá-los do quadro antes de uma Assembleia Geral, Textor tentou invalidar votos contrários para retomar o poder e destituir a atual diretoria do Lyon, composta por Michele Kang e Michael Gerlinger.

Em seu comunicado, Textor não poupou críticas à gestão de Michele Kang na França e lamentou o impacto financeiro no clube brasileiro:
"O resultado dessa decisão é uma infeliz guerra civil que transformou uma organização esportiva colaborativa em um atoleiro financeiro. O clube financeiramente mais forte no Brasil, que enviou recursos e jogadores ao favorito da Europa League, foi deixado à deriva por determinação de um 'conselho secreto' na França", afirmou o empresário.
A situação do Botafogo
Em outubro passado, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar que mantém o americano na gestão da SAF até que o processo com a Eagle seja analisado profundamente.
Com a saída formal de Textor da diretoria da Eagle Bidco, essa liminar torna-se o único instrumento legal que impede, por ora, que o comando do Alvinegro seja transferido para os novos gestores da holding.
