Além de liderar o ranking de passes para gol no campeonato, Andreas ostenta um alto aproveitamento nas entregas aos companheiros. No duelo deste domingo (5) diante do Bahia, na Arena Fonte Nova, essa precisão pode ser a chave para o Verdão interromper a invencibilidade do Tricolor como mandante.
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Andreas Pereira: o arquiteto dos passes-chave do Verdão

Dados da Opta revelam que Andreas Pereira se tornou um jogador muito mais letal desde que chegou ao Allianz Parque. Apesar de tocar menos vezes na bola do que nos tempos de Premier League, sua assertividade disparou.
Atuando de forma centralizada e vertical, ele resgatou a essência do armador que quebra linhas com passes agudos. A eficiência é impressionante: em apenas nove jogos nesta temporada, o belga-brasileiro já igualou sua marca de 8 passes para gol de todo o ano anterior pelo Fulham.
O bom aproveitamento nos passes e a má eficiência nos chutes
Na partida contra o Grêmio, Andreas Pereira tentou 77 passes, o maior volume registrado por um jogador do Palmeiras até agora no Brasileirão. No acumulado das nove rodadas, o camisa 8 soma 375 passes, com uma precisão impressionante de 86,7% (325 acertos).

No entanto, o cenário muda quando analisamos o terço final: embora tenha tentado 18 chutes — a maioria da intermediária ou da "meia-lua" —, o meia balançou as redes apenas uma vez neste Brasileirão. O mapa de finalizações da Opta revela um armador que arrisca muito de longe, mas que ainda busca converter esse volume de chutes em uma presença de área mais letal.

Apesar dos dois gols marcados na temporada — um pelo Brasileirão e outro pelo Paulista —, o xG por finalização de apenas 0.04 evidencia que o chute de longa distância é um recurso difícil. O verdadeiro perigo do camisa 8 reside na sua visão de jogo e na precisão dos passes no terço final.
Essa capacidade de acionar os companheiros pode ser o diferencial para o confronto diante do Bahia neste domingo, visto que o Esquadrão costuma montar blocos defensivos sólidos, difíceis de serem rompidos sem a verticalidade que Andreas oferece.
Bahia: Solidez defensiva e letalidade precoce
Ao lado do São Paulo, o Bahia detém a melhor defesa do Brasileirão, com apenas sete gols sofridos. Mas o equilíbrio do Tricolor de Aço vai além do setor recuado: a equipe ostenta um ataque avassalador logo na etapa inicial.
Com 10 gols marcados nos primeiros 45 minutos, o Esquadrão só é superado justamente pelo Palmeiras, que balançou as redes 12 vezes no primeiro tempo. Esse duelo de "ataques precoces" promete incendiar a Arena Fonte Nova.

A "Blitz" Tricolor: O fator casa como arma letal
A pressão exercida em momentos estratégicos tem sido o grande diferencial do Bahia em Salvador. O gol de Everaldo, aos 2min12s de jogo contra o Athletico-PR — o mais rápido do Esquadrão neste Brasileirão —, é a prova viva do "abafamento" que o Tricolor impõe aos visitantes desde o apito inicial.

Com um aproveitamento de 77% nos passes no campo de ataque durante a primeira etapa, o Bahia envolve o adversário em trocas rápidas, ditando o ritmo e, por consequência, minimizando o trabalho de sua própria defesa.
Invicto como mandante nesta edição, o Bahia não sofre gols na Fonte Nova há dois jogos; sua última derrota em casa ocorreu há quase cinco meses, em novembro de 2025, contra o Fortaleza.
A lição do último duelo: O perigo vem de trás

No último encontro entre as equipes, o Palmeiras demonstrou resiliência ao suportar a pressão inicial do Bahia — especialmente na primeira etapa —, equilibrando as ações e respondendo à altura. Contudo, o equilíbrio foi rompido por um lance de visão periférica: um lançamento longo do goleiro Ronaldo.
O passe vertical quebrou todas as linhas de marcação alviverdes e foi o estopim para o triunfo tricolor, provando que a construção ofensiva do Esquadrão começa literalmente debaixo das traves.
