O próprio Luciano, demonstrando humildade, falou que está muito abaixo de ambos, logo após a vitória do São Paulo por 3x1 sobre o Bolívar no meio de semana. O gol de abertura de placar, após uma assistência precisa de Danielzinho, foi do camisa 10.
A longevidade de Luciano como titular do São Paulo, e o fato de ele não se machucar muito, ajuda o jogador a atingir as marcas que vem atingindo. Em tempos que o Tricolor Paulista não consegue montar equipes muito competitivas pelo fator extra-campo, o camisa 10 tem demonstrando pelo menos empenho.

Na maioria das vezes que joga de forma concentrada, principalmente como segundo atacante, vem dando certo. Por volta de 30% dos gols marcados por Luciano deram vitórias ao São Paulo.
Quando a média de gols por jogo entra na conta, os números de Careca colocam o ex-camisa 9 são-paulino muito á frente de Luciano. Nos anos 1980, o jovem artilheiro saiu do Guarani de Campinas para um São Paulo que também precisava de títulos. O grande rival da época, o Corinthians de Sócrates e Casagrande, era o time a ser batido.

Naquela época, o São Paulo apostou principalmente em garotos, sob a batuta de Cilinho, com alguns medalhões. Falção, o rei de Roma, era um deles. Careca foi decisivo na campanha do Brasileiro de 1986, vencido exatamente sobre o Guarani, em uma época que o campeonato nacional era decidido no mata-mata.
Segundo os números oficiais do clube, Careca, um atacante técnico, fez 115 gols em 191 jogos. Uma média de 0,6 por partida. O sucesso no Morumbi o levou ao Napoli, para jogar ao lado de Maradona. A dupla, inclusive, levantou o Scudetto na Itália.

O índice é o mesmo de Luís Fabiano. E só fica 0,1 atrás de Serginho Chulapa, até hoje, o maior artilheiro da história do Tricolor, com 242 gols em 399 jogos.
Em números absolutos, para entrar para a história dos dez maiores artilheiros do São Paulo, Luciano ainda precisa fazer mais 18 gols. Marca que o colocaria exatamente à frente de Rogério Ceni, mas que jogou 1.237 vezes pelo São Paulo, marcando 131 gols.
