De acordo com o UOL, a retenção dos valores tem base em contratos firmados em 2023, durante a gestão de Duílio Monteiro Alves.
Na ocasião, o clube comprometeu fatias de receitas presentes e futuras como garantia para o cumprimento de obrigações financeiras junto ao banco.
O departamento jurídico e financeiro do Timão contesta a medida. O argumento central é que a Caixa estaria retendo receitas referentes ao exercício de 2025 para quitar juros que possuem vencimento previsto apenas para 2026.
O impacto nas finanças
Dos R$ 69 milhões brutos pagos pela CBF pela conquista da Copa do Brasil em dezembro, o Corinthians recebeu cerca de R$ 61 milhões (após o desconto de R$ 8 milhões em tributos).
O bloqueio de metade desse montante complica o planejamento imediato do clube, já que cerca de R$ 34 milhões da premiação haviam sido prometidos aos jogadores como "bicho" pelo título.
A outra metade seria destinada ao pagamento de débitos que mantêm o clube sob risco de transfer ban e outras sanções esportivas.
O valor da conquista da Copa do Brasil é considerado essencial para o fechamento das contas de 2025 e o planejamento do primeiro trimestre de 2026.
