Recorde histórico: mais de 40 argentinos disputam o Brasileirão 2026

Calleri é um dos argentinos do futebol brasileiro
Calleri é um dos argentinos do futebol brasileiroMAURICIO DE SOUZA / AGIF / AGIF VIA AFP

O futebol brasileiro não é mais apenas uma vitrine continental: ele se transformou no principal destino dos jogadores argentinos fora do país. O Brasileirão 2026, que começou mais cedo do que o habitual devido ao novo calendário da CBF, confirma isso com números inéditos: 42 jogadores argentinos distribuídos em 18 dos 20 clubes da Série A, além de cinco treinadores.

A tendência não é nova, mas ganha contornos históricos pela sua magnitude. A Argentina voltou a ser o país que mais fornece jogadores estrangeiros ao torneio mais poderoso da América do Sul, superando inclusive mercados que, por anos, dominaram esse cenário, como o México e diversas ligas europeias de segundo escalão.

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Brasil, o novo polo para o jogador argentino

O poder econômico do Brasileirão, somado à competitividade interna e à exposição internacional, tornou o Brasil um mercado cada vez mais atraente. Neste início de temporada, o número de argentinos pode até aumentar: algumas transferências estão em fase final e outras, como a de Juan Nardoni para o Grêmio, já causaram impacto no mercado.

Kannemann, uma das bandeiras argentinas no futebol brasileiro
Kannemann, uma das bandeiras argentinas no futebol brasileiroLucas Uebel/Grêmio FBPA

As realidades são variadas. Há nomes consolidados que há anos são referências, como Walter Kannemann, no Grêmio, ou Germán Cano, no Fluminense. Também aparecem jogadores que estão começando sua carreira no Brasil e outros que escolheram o país como trampolim após se destacarem no futebol argentino.

Germán Cano, campeão da Libertadores com o Fluminense
Germán Cano, campeão da Libertadores com o FluminenseMARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE FC

A influência também se estende aos bancos

O fenômeno não se limita ao campo de jogo. Cinco treinadores argentinos comandam times no Campeonato Brasileiro de 2026, confirmando a forte presença nacional no futebol brasileiro. Jorge Sampaoli, Hernán Crespo, Juan Pablo Vojvoda e Luis Zubeldía continuam seus projetos, enquanto Martín Anselmi assumiu recentemente o Botafogo para viver sua primeira experiência no país.

Martín Anselmi, técnico do Botafogo
Martín Anselmi, técnico do BotafogoVítor Silva/Botafogo

De destino marginal a epicentro sul-americano

O contraste histórico é contundente. No início dos anos 2000, o Brasil mal recebia jogadores argentinos: em 2001, apenas três jogavam na Primeira Divisão. Hoje, o número se multiplicou por quase 14 e posiciona o Brasileirão como o campeonato com maior presença albiceleste fora da Argentina.

Embora o fluxo seja dinâmico — alguns retornam ao futebol local ou emigram para outras ligas —, o Brasil continua sendo o destino mais escolhido.

Com 20 times, 38 rodadas, quatro rebaixados e 12 vagas internacionais, o Brasileirão oferece competição sustentada durante todo o ano. E em quase todos os estádios, há um argentino em campo.

Hernán Crespo, técnico do São Paulo
Hernán Crespo, técnico do São PauloFlickr/São Paulo

Todos os argentinos do Brasileirão 2026 (separados por clubes)

• Athletico-PR: Bruno Zapelli, Lucas Esquivel e Gastón Benavídez

• Atlético-MG: Tomás Cuello e Jorge Sampaoli

• Bahia: Ramos Mingo, Román Gómez e Mateo Sanabria 

• Botafogo: Alexander Barboza, Álvaro Montoro, Joaquín Correa e Martín Anselmi

• Chapecoense:

• Corinthians: Rodrigo Garro

• Coritiba:

• Cruzeiro: Lucas Romero e Lucas Villalba

• Flamengo: Agustín Rossi

• Fluminense: Luciano Acosta, Juan Pablo Freytes, Germán Cano e Luis Zubeldía

• Grêmio: Walter Kannemann, Franco Cristaldo, Juan Nardoni e Cristian Pavón

• Internacional: Gabriel Mercado, Alexandro Bernabei, Braian Aguirre e Rodrigo Villagra

• Mirassol: Lucas Mugni

• Palmeiras: Agustín Giay e Flaco López

• Red Bull Bragantino: José María Herrera

• Remo: Braian Cufré, Leonel Picco e Rafael Monti

• Santos: Gonzalo Escobar, Lautaro Díaz, Benjamín Rollheiser, Álvaro Barreal, Adonis Frías e Juan Pablo Vojvoda

• São Paulo: Alan Franco, Enzo Díaz, Jonathan Calleri e Hernán Crespo

• Vasco: Benjamín Garré

• Vitória: Emmanuel Martínez