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Cuiabá rebate presidente do Santos em comunicado: "A primeira forma de respeito é pagar"

Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá, foi chamado de "desqualificado" por Marcelo Teixeira, presidente do Santos
Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá, foi chamado de "desqualificado" por Marcelo Teixeira, presidente do SantosAssCom Dourado/Divulgação

O Cuiabá divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira (16) para rebater as declarações do presidente do Santos, Marcelo Teixeira, em meio à troca de farpas entre os clubes por uma dívida de R$ 18,6 milhões envolvendo a negociação do zagueiro Joaquim.

Mais cedo, o dirigente santista havia chamado o presidente do clube mato-grossense, Cristiano Dresch, de "desqualificado" e "irresponsável" após as cobranças públicas pelo pagamento dos valores.

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No comunicado, o Cuiabá criticou a postura de Teixeira e reforçou que o Santos foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF a pagar R$ 18.616.377,46 pela negociação do defensor. O clube paulista ainda pode recorrer da decisão.

A dívida está relacionada à contratação de Joaquim, em 2023, e à participação do Cuiabá na transferência do jogador para o Tigres, do México. O clube mato-grossense afirma que o Santos pagou apenas uma das cinco parcelas acordadas.

A nota também rebateu as referências de Teixeira à tradição do Cuiabá e à posição do clube no futebol brasileiro. A equipe lembrou que o próprio Santos disputou a Série B em 2024 e argumentou que a divisão de um time não determina a honra de seus dirigentes.

O comunicado ainda destacou que o Cuiabá quitou recentemente uma dívida de cerca de R$ 5,5 milhões relacionada ao caso Petit, junto à FIFA, e encerrou a manifestação cobrando que o Santos cumpra suas obrigações financeiras.

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Veja abaixo o comunicado na íntegra: 

"O Cuiabá Esporte Clube SAF tomou conhecimento das declarações do presidente do Santos Futebol Clube, Marcelo Teixeira, que chamou o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, de “desqualificado” e “irresponsável”. Teixeira também sugeriu que talvez seja por isso que o Cuiabá está onde está, “com todo o respeito à tradição de um clube como esse”.

Nesta semana, o Cuiabá quitou integralmente a condenação imposta pela FIFA no caso Petit, de cerca de R$ 5,5 milhões, com recursos próprios e o esforço de seus acionistas. Hoje, recebeu adjetivos ofensivos do presidente de um clube condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) a pagar R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá, pela negociação do zagueiro Joaquim.

Há uma inversão de valores quando quem deve se sente à vontade para adjetivar quem cobra. Cobrar publicamente um crédito reconhecido pela CNRD não é desrespeito entre clubes co-irmãos. Entre clubes co-irmãos, a primeira forma de respeito é pagar o que se deve.

Quanto à Série B: a divisão em que um clube joga não mede a honra de quem o dirige. O próprio Santos disputou a Série B em 2024, primeiro ano da atual gestão. Fundado em 2001, o Cuiabá ainda está construindo a sua tradição. Chegou à elite em 2021, disputou quatro edições seguidas da Série A e ergueu, com recursos próprios, uma das estruturas de treinamento mais modernas do país. Voltará pelo caminho do campo, honrando seus compromissos, mesmo quando isso custa caro, como custou ontem.

A gestão do Santos, por sua vez, tem sido notícia por outros números. Recentemente, o clube chegou a 7 transfer bans ativos na FIFA. Três deles envolvem o mecanismo de solidariedade, isto é, valores devidos a clubes que formaram atletas. Há ainda uma sanção por dívidas com o ex-treinador do Santos e sua comissão técnica, obrigação da mesma natureza da que o Cuiabá acaba de quitar. Seguir contratando para a Série A enquanto os credores esperam não é mérito esportivo: é custo transferido para quem cumpre contratos.

O Cuiabá não responderá a adjetivos com adjetivos. As declarações dirigidas ao presidente do clube serão avaliadas por seus advogados. Adjetivos não quitam dívidas. O clube seguirá cobrando, nos foros competentes, cada real que lhe é devido, e espera do Santos não uma opinião sobre a gestão do Cuiabá, mas a data do pagamento.

Com todo o respeito à tradição de um clube como esse."

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