Com a chegada de Coutinho ou a volta de Neymar, as perspectivas são boas. O Santos passa a brigar por uma vaga na Libertadores.
Apesar de ter marcado 18 gols na Série A de 2018, ainda no Santos, Gabriel Barbosa precisou de 102 minutos para marcar. Ele atuou 34 vezes como titular naquele ano.

O jogo contra o São Paulo, na partida mais recente do Peixe no Brasileirão, foi sintomático. Atuando com liberdade no ataque, como um centroavante móvel, marcou duas vezes. O primeiro gol saiu de cabeça. Bem colocado, nem precisou saltar. E ainda colocou a bola no cantinho direito do goleiro Coronel.
O segundo foi outro lance de técnica apurada. Recebeu a bola dentro da área, após passe de Everton Cebolinha e a puxada de contra-ataque de Coutinho, e bateu na saída do goleiro. É em jogos grandes que ele costuma aparecer.

Em 2026, são 19 grandes chances de gol. Dessas, 12 foram parar na rede. A taxa de conversão de 63% só fica atrás dos 67% de 2019, no Flamengo, sua melhor temporada no Brasil.
Os números considerando apenas um ano inteiro com a camisa do Santos também chamam a atenção.

Gabi no top 6
Os 130 gols de Gabigol, que chegou ao Santos aos 8 anos, após um amistoso de futsal entre São Paulo e o próprio Santos que terminou em 6 a 4 para o Tricolor (e os seis gols foram dele), já o colocam entre os seis maiores artilheiros do Campeonato Brasileiro desde os anos 1970. Além do Santos, ele marcou pelo rubronegro e pelo Cruzeiro.
Com os gols em 2026, ele ultrapassou outros goleadores de nome do futebol nacional. De baixo para cima: Washington (126); Dadá Maravilha, Serginho Chulapa (127) e Túlio Maravilha (129). Contra o Flamengo, no não tão bom gramado da Vila, como o próprio artilheiro reclama, ele deixará também Diego Souza para trás, que também tem 130 gols, se marcar de novo.
O pupilo de Zito, o ex-volante do Peixe foi quem viu o jogo de Futsal e levou o garoto para a Baixada Santista – Gabigol, filho de metalúrgico, é da região do ABC, na Grande São Paulo –, está a cinco gols de Zico, o quinto da lista com 135 tentos.

Na história do Peixe, considerando todas as competições, são 107 gols. O número o coloca na terceira posição entre os artilheiros do time na era pós-Pelé. Robinho, com 111, é o segundo, e Neymar, com 158, o primeiro.
Se continuar na média desta Série A, de 0,8 gol por jogo, nos dez jogos restantes ele poderá chegar a 21 gols com a camisa do Santos. O suficiente para passar Zico no âmbito nacional e também Robinho no âmbito do clube.
Até onde vai Gabigol?
