"Estou realmente muito feliz", disse Kompany em entrevista coletiva antes do jogo de volta da Champions League contra o Real Madrid, na quarta-feira.
"Acho que esses são momentos marcantes. É fácil minimizar e dizer 'ela é só mais uma técnica como qualquer outro, e é assim que temos que tratá-la como colegas'. Mas, no fim das contas, é algo especial", completou o belga.
"Isso abre muitas oportunidades para meninas que hoje jogam futebol e pensam 'eu posso ser técnica em qualquer lugar, construir uma carreira de verdade e ter sucesso'. Essas histórias são muito importantes."
"Desejo tudo de melhor para ela, e a única parte em que espero que não a tratem como um homem é tendo paciência, porque no futebol falta paciência com quem está no comando", completou o treinador.
Com 34 anos, Eta vinha comandando o time sub-19 do Union e, a partir da próxima temporada, vai assumir o time feminino do clube. Em 2023, ela já havia se tornado a primeira mulher a ser auxiliar técnica na elite do futebol alemão, também pelo Union.
Nesta segunda-feira, o clube da capital condenou os ataques sexistas sofridos por Eta nas redes sociais, dizendo que é decepcionante o clube ainda precisar responder a esse tipo de crítica em 2026, classificando o discurso como "insano" e "vergonhoso".
