O Brasil garantiu o primeiro lugar em seu grupo e avançou para as oitavas de final da Copa do Mundo após vitória de 3 a 0 sobre a Escócia, nesta quarta-feira (24).
Danilo, em sua terceira Copa, se consolida cada vez mais como peça central no projeto de Carlo Ancelotti: protagonista em campo com atuações de alto nível e líder fora das quatro linhas graças à sua experiência e à capacidade de conduzir o grupo.
Veja os detalhes de Escócia 0 x 3 Brasil
Ele, que já viu e viveu de tudo, que conhece os tempos e ritmos de uma competição que não perdoa distrações, está ensinando aos mais jovens como encarar o auge do futebol mundial.
Sua ascensão no vestiário da Seleção foi gradual, mas inevitável, construída ao longo de anos de carreira internacional e de uma personalidade que nunca buscou os holofotes, mas que, quando esteve sob eles, soube brilhar com a mesma intensidade com que corre pela lateral.

A confiança de Ancelotti
O experiente defensor do Flamengo já havia sido apontado pelo técnico Carlo Ancelotti como um dos nomes certos na convocação brasileira meses antes do início do torneio, confirmando o peso que conquistou dentro do grupo verde e amarelo, graças à sua experiência internacional e às suas qualidades de liderança. Na véspera da competição, muitos imaginavam para Danilo um papel principalmente de liderança e referência para os companheiros mais jovens.
No entanto, o camisa 13 da Seleção está se destacando também dentro de campo: depois de entrar durante a partida de estreia, foi titular nas duas partidas seguintes, entregando atuações sólidas e convincentes que ajudaram o Brasil a avançar de fase.
Os números registrados pela plataforma oficial da FIFA também comprovam o desempenho do lateral-direito. Contra a Escócia, Danilo acertou 96% dos passes (66 de 69), sendo ainda o jogador mais rápido do Brasil, atingindo 34,2 km/h. Na mesma partida, ficou em segundo lugar no time em metros percorridos acima de 25 km/h (354,3 m) e em número de sprints acima de 20 km/h (43).
Líder dentro e fora de campo
Mesmo com sua liderança no vestiário sendo inquestionável, é evidente que, em um torneio longo e difícil, um jogador tão confiável se torna indispensável também dentro das quatro linhas. Nesse sentido, o lateral do Flamengo representa o equilíbrio perfeito entre experiência e desempenho, entre palavra e ação, mostrando que a idade nunca é um limite quando cabeça e pernas estão em sintonia. Se em campo o ex-Juventus contribui com experiência, personalidade e desempenho, fora de campo segue sendo uma das vozes mais respeitadas do elenco brasileiro.
As declarações após a vitória sobre a Escócia mostram a mentalidade com que a Seleção está encarando o torneio. "Estou feliz por ter ajudado o time e meus companheiros. Acho que essa é minha melhor característica: valorizar meus companheiros e melhorar o time", disse ao Sportv.
A sensação é que, sem um líder silencioso, mas presente como ele, a Seleção perderia não só um defensor, mas o coração pulsante de um grupo que está aprendendo a vencer junto. E quem sabe se esta Copa não será o palco perfeito para a última grande dança de um veterano que ainda tem muito a ensinar e a oferecer.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções, 104 jogos e será disputado em 16 estádios.
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