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Argentina fica em situação perigosa com futuros de Messi e Scaloni no ar

Lionel Scaloni tem futuro indefinido na seleção da Argentina
Lionel Scaloni tem futuro indefinido na seleção da ArgentinaHeuler Andrey Da Silva, DiaEsportivo / Alamy / Profimedia

A garra e a paixão não foram suficientes para a Argentina, que não conseguiu ultrapassar o obstáculo de uma Espanha dominante na final da Copa do Mundo. Agora, surgem dúvidas sobre como os que ficam vão reagir e formar um novo grupo, com os futuros de Lionel Messi e do técnico Lionel Scaloni em aberto.

Lágrimas e a sensação de uma sinfonia inacabada após um Mundial repleto de tensão e paixão para Argentina. Os dois Lionéis, Scaloni e Messi, ficaram emocionados após a derrota por 1 a 0 para a Espanha.

Um jogo em que os sul-americanos abdicaram de jogar o seu futebol e concentraram-se quase exclusivamente em travar o adversário. No final, pagaram caro por isso.

Messi ficou sem sua segunda Copa
Messi ficou sem sua segunda CopaREUTERS/Dylan Martinez

As expectativas estavam elevadíssimas, talvez até demais. E, de fato, depois de um Mundial em que tiveram dificuldades contra Cabo Verde, Egito e Suíça, os argentinos só conseguiram uma exibição verdadeiramente convincente na reviravolta frente à Inglaterra, quando estavam nas cordas.

Poucas ideias em termos de jogo e apenas a garra como princípio orientador, além da decisão óbvia de depender unicamente dos ombros de Messi, que, do ponto de vista tático, obrigou a equipe a correr o dobro por ele.

A Copa do Mundo de 2026 foi realizada de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte. Veja o que de melhor aconteceu no torneio:

 

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Depois de Messi

A principal questão que circula nos corredores de Ezeiza, sede da Associação de Futebol Argentino (AFA), é o que acontecerá após a possível despedida de Messi. Nos últimos 20 anos, o ex-jogador do Barcelona não só foi presença constante nas convocatórias, como também o jogador em torno do qual se construiu o projeto tático – e até humano – da seleção.

A par da sua excelência dentro de campo, existia também uma fragilidade emocional, que foi gerida com a ajuda dos colegas e equipe técnica.

Não é por acaso que a virada aconteceu com a chegada de Scaloni ao banco, que o tratou desde o início como um irmão mais velho. Companheiro de seleção na Copa de 2006, o ex-jogador de Lazio e Atalanta tornou-se uma referência quase por acaso, mas não conseguiu encontrar alternativas táticas significativas após a saída de Angel Di Maria, o verdadeiro parceiro de Messi.

Agora, será necessário perceber como montar a nova Argentina, que poderá precisar de algum tempo para encontrar o seu equilíbrio e tornar-se verdadeiramente eficaz, além de, pelo menos, ser agradável de ver.

Hoje, não existe outro Messi, e o único jogador que poderia substituí-lo taticamente é um Nico Paz que, aos 22 anos, ainda tem de experimentar a Liga dos Campeões e vestir a camisa de um clube de elite.

Nova motivação

A única certeza na mente de Claudio Tapia, presidente da AFA, atualmente responsável por todas as decisões em torno do futebol argentino, é que é preciso encontrar uma nova motivação. A Albiceleste chegou ao fim de um percurso extraordinário que incluiu duas Copas América e um Mundial em cinco anos, e a imagem de Messi a perder a paciência com a sua adorada seleção tornou-se evidente.

Uma frustração que ficou clara quando o capitão argentino pediu a expulsão de Marc Cucurella na final, levantando o braço como uma criança injustiçada na escola. Não foi um final muito digno para um campeão que, durante 20 anos, foi notícia por recordes e brilhantismo. Sobretudo agora, com Scaloni a dar a entender que pode sair, será preciso encontrar um novo homem para o banco.

Muitos pedem a chegada de Diego Simeone, um treinador de topo que poderá estar pronto para assumir o comando do seu país. Para já, porém, permanece a consciência de que a Argentina de Scaloni foi a mais forte da história, em termos de registro alcançado.

O momento em que Messi pede o vermelho para Cucurella
O momento em que Messi pede o vermelho para CucurellaREUTERS/Mike Segar