Destaques do dia 13 da Copa: CR7 faz história, Inglaterra tropeça e Colômbia avança

O Robozão voou em Houston
O Robozão voou em HoustonReuters/Maria Lysaker

Portugal goleou com show de Cristiano Ronaldo, a Colômbia se manteve 100%, e Gana de Carlos Queiroz parou a Inglaterra. Entre recordes e defesas improváveis, o dia 13 de Copa não decepcionou.

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Confira os destaques do dia 13:

Os destaques

O dia começou com uma resposta convincente de Portugal no Grupo K. Depois do empate na estreia em 1 a 1 com a RD Congo, a seleção das quinas goleou o Uzbequistão por 5x0, com Cristiano Ronaldo em dia de glória.

CR7 anotou dois gols, tornou-se o primeiro jogador a marcar em seis Mundiais e ultrapassou Eusébio como maior artilheiro português na história da competição.

No Grupo L, a Inglaterra foi incapaz de superar o bloco ultradefensivo preparado por Carlos Queiroz e não foi além de um empate sem gols com Gana (0x0). Depois da exibição convincente diante da Croácia, os Três Leões mostraram que ainda têm que melhorar para chegar longe.

Antes do jogo, o famoso feiticeiro ganês Nana Kwaku Bonsam prometeu parar Harry Kane tal como garante ter feito com Cristiano Ronaldo no Mundial de 2014. O ritual parece ter funcionado.

Já a Croácia bateu o Panamá por 1 a 0 em Toronto. Depois de uma primeira parte pobre e sem grandes oportunidades, Ante Budimir entrou no intervalo para anotar o único gol do confronto. Dominik Livakovic segurou a vantagem com várias intervenções importantes e permitiu que Luka Modric celebrasse a 200ª partida pela seleção croata com uma vitória importante. O Panamá somou sua quinta derrota em Mundiais e está matematicamente eliminado.

Por fim, a Colômbia confirmou o favoritismo e venceu a RD Congo por 1x0, num Estádio Guadalajara pintado de amarelo. O time de Néstor Lorenzo dominou grande parte do jogo, mas parou repetidamente em Lionel Mpasi, que terminou a partida com oito defesas.

A resistência congolesa só caiu aos 76 minutos, quando o lateral Daniel Muñoz concluiu jogada construída por Juan Fernando Quintero e Jhon Córdoba. Muñoz tornou-se apenas o quinto defensor da história dos Mundiais a marcar nos dois primeiros jogos na competição.

Craque do dia

Depois da chuva de críticas que se seguiu ao empate na estreia, Cristiano Ronaldo respondeu da forma que melhor conhece: com gols. O capitão tirou nota de 8,6 no novo sistema de avaliação do Flashscore.

O doblete permitiu-lhe ainda entrar no top 10 dos artilheiros das Copas, juntando-se aos alemães Helmut Rahn e Thomas Müller, ao peruano Teófilo Cubillas, ao polaco Grzegorz Lato, aos ingleses Gary Lineker e Harry Kane e ao argentino Gabriel Batistuta.

"Eu chego sempre. Mais cedo ou mais tarde, estou lá. Vou continuar o meu trabalho. Acredito muito no que faço. A minha carreira foi sempre assim", afirmou CR7.

O registo de Cristiano Ronaldo no Mundial-2026
O registo de Cristiano Ronaldo no Mundial-2026Opta by Stats Perform

Gol do dia

Nuno Mendes, bicampeão europeu pelo Paris Saint-Germain, fez um gol surpresa contra o Uzbequistão. Quando todos esperavam que Cristiano Ronaldo cobrasse a falta frontal à área, foi o lateral-esquerdo que disparou um canhão no cantinho de Nematov, marcando o seu primeiro gol em Mundiais.

"Toda a gente pensa que o Cristiano vai bater todas as faltas. Naquele momento, ele disse: 'Vou fingir que vou bater e tu bates'. Correu bem", explicou Mendes.

Cristiano Ronaldo confirmou a estratégia: "Ia bater eu, mas disse para enganarmos o goleiro e para o Nuno chutar forte, porque ia ser gol".

Destaque nas redes sociais

Entre os milhares de torcedores presentes no Estádio Akron, em Guadalajara, para assistir a Colômbia x RD Congo, esteva o impagável Michel Nkuka Mboladinga. O congolês não pode ir ao primeiro jogo de sua seleção devido às medidas de isolamento impostas pela epidemia de Ébola, mas conseguiu marcar presença no segundo encontro da seleção africana no Grupo K.

Mboladinga, de 49 anos, viralizou por permanecer imóvel na aquibancada durante os jogos, de pé, com o olhar fixo e o braço direito erguido, vestindo roupa inspirada na bandeira do país. "Fico imóvel porque acredito que isso dá resistência emocional à equipe", explicou ele ao Wall Street Journal.

O gesto, que se tornou viral durante a CAN 2025, imita uma estátua de Patrice Lumumba, primeiro primeiro-ministro do Congo independente e figura central da luta pela independência africana, assassinado em 1961. Conhecido como "Lumumba Vea", expressão que significa "Lumumba vive", Mboladinga garante que o sacrifício é pequeno perante o amor que sente pela seleção.

 

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