Todos eles cresceram ouvindo, dentro de casa e em primeira pessoa, relatos de seus pais sobre o que significa disputar o maior torneio do futebol.
Confira o guia das 48 seleções da Copa do Mundo
O caso mais famoso é o de Erling Haaland, atacante da Noruega. Ele não estará sozinho. Outros dois companheiros de seleção também seguirão os passos dos pais em um Mundial.
Alf-Inge Haaland, pai do astro do Manchester City, foi o lateral-direito titular da Noruega na Copa de 1994, disputada integralmente nos Estados Unidos.

Goran Sorloth, pai do atacante Alexander Sorloth, também integrou a seleção norueguesa naquela Copa, vencida pelo Brasil na final contra a Itália. Assim como o filho, atuava no ataque. Embora fosse reserva, entrou na terceira e última partida da Noruega na competição, ainda pela fase de grupos.
O terceiro norueguês é Kristian Thorstvedt. Seu pai, Erik Thorstvedt, foi o goleiro titular da seleção também em 1994. Kristian tem sido opção frequente no banco de reservas durante os amistosos preparatórios para a Copa da América do Norte.
Pais e filhos
Noruega
Copa do Mundo: 1994 (lateral-direito titular)
Filho: Erling Haaland (Noruega)
Estados Unidos
Copas do Mundo: 1998, 2002 e 2006 (capitão)
Filho: Giovanni Reyna (Estados Unidos)
Argentina
Copas do Mundo: 1994, 1998 e 2002
Filho: Giuliano Simeone (Argentina)
Noruega
Copa do Mundo: 1994 (goleiro titular)
Filho: Kristian Thorstvedt (Noruega)
Noruega
Copa do Mundo: 1994 (atacante; reserva, entrou em uma partida)
Filho: Alexander Sorloth (Noruega)
Coreia do Sul
Copas do Mundo: 2002 e 2006
Filho: Lee Kang-in (Coreia do Sul)
França
Copas do Mundo: 1998, 2002 e 2006
Campeão mundial em 1998
Filho: Marcus Thuram (França)
Holanda
Copa do Mundo: 1998
Filho: Justin Kluivert (Holanda)
Portugal
Copa do Mundo: 2002
Filho: Francisco Conceição (Portugal)
França
Copas do Mundo: 1998, 2002 e 2006
Campeão mundial em 1998
Filho: Luca Zidane (Argélia)

Campeões do mundo veem 2ª geração chegar
Os outros sete jogadores são filhos de atletas que defenderam sete seleções diferentes em Copas do Mundo. Todos cresceram acompanhando histórias de protagonistas de suas respectivas equipes nacionais. Em vários casos, os pais disputaram mais de uma edição do torneio.
O exemplo mais vitorioso é o de Marcus Thuram. Seu pai, Lilian Thuram, conquistou o título mundial com a França em 1998, além de disputar as Copas de 2002 e 2006. Marcus defenderá a seleção francesa nos Estados Unidos, Canadá e México.
Seu irmão, Khéphren Thuram, chegou a figurar entre os candidatos à convocação, mas acabou ficando fora da lista final.

Se a França já ostenta em Didier Deschamps o único homem vivo campeão do mundo como jogador e treinador (os outros são Zagallo e Beckenbauer), a Copa de 2026 pode lhe render outra marca inédita.
Caso os franceses levantem a taça, Marcus Thuram repetirá o feito do pai, Lilian Thuram, e formará a primeira dupla de pai e filho campeões mundiais pela seleção francesa.
Outro sobrenome de peso é Zidane. O grande maestro da seleção francesa campeã em 1998, Zinédine, verá o filho Luca Zidane participar de uma Copa do Mundo. Mas não pela França. O goleiro defenderá a Argélia, país de origem da família.
A lista também inclui Giuliano Simeone. Filho de Diego Simeone, ele representará a Argentina. O pai disputou as Copas de 1994, 1998 e 2002, e foi um dos principais volantes de sua geração. Raçudo e habilidoso.
Nos Estados Unidos, Giovanni Reyna repetirá a trajetória do pai, Claudio Reyna, capitão da seleção norte-americana nos Mundiais de 1998, 2002 e 2006.
Pela Holanda, Justin Kluivert seguirá os passos de Patrick Kluivert, um dos destaques da equipe que disputou a Copa de 1998 na França.

Portugal terá outro representante da segunda geração. Francisco Conceição defenderá a seleção lusa, repetindo o feito do pai, Sérgio Conceição, presente no Mundial de 1998.
Há ainda um representante asiático. Lee Kang-in, da Coreia do Sul, seguirá os passos de Lee Eul-yong, que participou das Copas de 2002 e 2006. Na campanha histórica de 2002, quando os sul-coreanos chegaram às semifinais, o pai foi titular da equipe.
O caso diferente da Escócia
Há também uma história que foge à regra. Tyler Fletcher defenderá a Escócia na Copa de 2026, mas seu pai, Darren Fletcher, jamais conseguiu disputar um Mundial.
Ídolo do Manchester United e presença constante na seleção escocesa, Darren participou das campanhas classificatórias para as Copas de 2006, 2010, 2014 e 2018, sem sucesso.

O jejum escocês terminou apenas agora. A Escócia voltará a uma Copa do Mundo após 28 anos de ausência. E o reencontro com o Brasil será imediato: as duas seleções estão no mesmo grupo.
Em 1998, na última participação escocesa em Mundiais, os brasileiros venceram por 2 a 1 na partida de estreia do torneio. Essa é a 9ª participação escosesa. O desafio é, pela primeira vez, passar da fase de grupos.
