Em conversa exclusiva com o Flashscore, Júnior analisa o próximo desafio do Brasil contra o Japão, lamenta o fracasso do Uruguai, conta bastidores de um encontro recente com Roberto Baggio sobre a terceira ausência seguida da Azzurra em Copas e rasga elogios a Vini Jr.
Confira a entrevista:
Flashscore: Júnior, como você avalia essa primeira fase da Copa do Mundo, em que o Brasil garantiu a classificação em primeiro lugar da chave, e agora se prepara para enfrentar o Japão? Qual é o seu balanço geral da competição até aqui?
Júnior: Sem surpresas, os favoritos conseguiram chegar nas posições que todos esperavam. Naturalmente, a gente vai começar a ver, na verdade, a Copa do Mundo a partir de agora, quando começam os jogos eliminatórios, os confrontos mais equilibrados e mais difíceis com as seleções que são as favoritas. Acredito que, naturalmente, a gente vai ter até uma qualidade de jogo melhor a partir deste momento.

Confira a tabela da Copa do Mundo no Flashscore
A gente vê algumas goleadas que só acontecem hoje por conta do formato com 48 seleções. Mas eu acho que o nível é bom, principalmente por causa dos artilheiros. A gente está vendo os jogadores que vinham com toda aquela fama de goleadores demonstrando realmente que merecem estar nessa posição. O nível técnico é bom e a gente nota que os treinadores estão voltados para o jogo ofensivo novamente. Quem ganha com isso somos nós, que assistimos.

Flashscore: E qual foi a maior decepção da Copa para você nessa fase de grupos?
Júnior: Eu acho que o Uruguai. O Uruguai poderia ter feito uma campanha um pouco melhor, principalmente pela qualidade dos jogadores que tem no elenco.
Flashscore: O que você projeta agora para esse confronto do Brasil contra o Japão? É mais um duelo muito difícil pela frente?
Júnior: Step by step, passo a passo. Esse aí é o caminho fundamental para você conseguir chegar lá.
Crise italiana e o "Dossiê Baggio"
Flashscore: Aproveitando a sua identificação histórica com o futebol italiano, onde você brilhou no Torino e no Pescara: como você avalia a ausência da Itália por uma terceira Copa do Mundo consecutiva?
Júnior: Rapaz, eu encontrei com o (Roberto) Baggio aqui, logo depois do jogo do Brasil. O Baggio fez um dossiê sobre o futebol italiano há uns dois anos. Se eles tivessem seguido tudo aquilo que o Baggio colocou ali — principalmente em relação à Comunidade Europeia —, eu acho que a Itália estaria aqui na Copa hoje.
É lógico que você tem que começar principalmente pela base. A Itália ganhou recentemente o Campeonato Europeu Sub-17, algo que não acontecia há muito tempo. Se você não cuidar da tua base, como sempre aconteceu no passado... e eu falo isso porque joguei no Torino, que tinha a melhor categoria de base do país nos anos 80, e hoje ela praticamente não existe. Se você não começar por ali e não focar na valorização das pratas da casa, não funciona. Esse é o caminho para mim.

Momento de Vinícius Júnior
Flashscore: Para fechar, como você está avaliando a performance avassaladora do Vinicius Júnior nesta Copa? Ele já soma quatro gols e está brigando diretamente pela artilharia do torneio.
Júnior: Eu acho que ele vai fazer por onde chegar e se consolidar de vez entre esses caras que são considerados os melhores do mundo.

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A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções, 104 jogos e será disputado em 16 estádios.
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