O pênalti de Mbappé foi decisivo em uma partida dura e tensa, em que a França venceu por 1 a 0 na Filadélfia, no sábado (4), avançando para as quartas de final.
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Celeste Amarilla escreveu uma longa publicação repleta de insultos racistas no X, descrevendo Mbappé como um "camaronês colonizado, tentando desesperadamente se passar por francês", e como um "bruto" que não teria aprendido a escrever. Ela ainda afirmou que os jogadores do Paraguai deveriam ter dado um tapa nele após a partida.
Mbappé, capitão da França, respondeu com uma declaração contundente defendendo não só a si mesmo, mas também os jogadores do Paraguai.
"Senhora Celeste Amarilla, você é uma mulher desprezível e indigna do seu cargo. Você não representa o Paraguai, esse país que suou paixão e honra durante toda a competição", escreveu ele.
"Pela sua imprudência e seu racismo escancarado, o mundo inteiro já esqueceu a trajetória e o esforço histórico que seus jogadores realizaram nesta Copa do Mundo, dando lugar a uma mulher incompetente que transmite a pior imagem possível do seu país."
"Nunca vou permitir que pessoas como ela tenham liberdade para espalhar ódio e racismo pelo mundo."
Queixas criminais
A Federação Francesa de Futebol (FFF) levou o caso adiante, anunciando planos para apresentar queixa criminal e classificando as declarações dela como "totalmente abomináveis e inaceitáveis".
"Essas declarações são criminosas e condenáveis. Precisam ser processadas aqui e em qualquer lugar. A FFF está encaminhando o caso ao Ministério Público para abertura de processo legal", afirmou.
"Essas declarações envergonham quem as faz e quem as divulga. Os jogadores da seleção francesa representam a França; é o nosso país que está sendo insultado", completou.
O governo do Paraguai declarou que "lamenta e rejeita as declarações" feitas por Amarilla, afirmando que elas são "contrárias aos valores e princípios que inspiram a convivência pacífica e o respeito à dignidade humana que nosso país promove".
"As declarações da referida parlamentar correspondem exclusivamente ao exercício de sua responsabilidade individual como membro do Poder Legislativo e de forma alguma representam a posição do Governo da República do Paraguai ou do povo paraguaio," diz a nota oficial.
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O gabinete do presidente francês Emmanuel Macron informou que o presidente do Paraguai enviou uma carta expressando apoio e condenando as declarações. Macron, na terça-feira, manifestou apoio ao capitão.
"Mais um gol para Kylian Mbappé. Desta vez, contra o racismo. Todo o meu apoio. Quando as palavras ferem, nossos valores respondem: dignidade, respeito, fraternidade," escreveu em uma publicação no X.
Basilio Núñez, presidente do Legislativo do país sul-americano, afirmou que os comentários não representam os "valores genuínos" dos paraguaios.
"Como presidente do Congresso Nacional, rejeito veementemente mensagens racistas, xenofóbicas e aquelas que incitam à violência contra qualquer pessoa. A seleção paraguaia deu tudo de si com honra e garra na Copa do Mundo. Política e esporte devem ser mantidos separados", declarou Nunez.
O auxiliar técnico da França, Guy Stephan, disse: "Ainda não conversamos com Kylian, não tivemos oportunidade. Mas em três palavras: é vergonhoso, vil, revoltante", afirmou.
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